Zé Cocá deve apoiar ACM Neto ao governo, ascendendo como opção para vice
Por Política Livre
03/03/2026 às 18:05
Atualizado em 03/03/2026 às 18:10
Foto: Política Livre/Arquivo
O prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP)
O prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), deve selar apoio à candidatura de ACM Neto (União Brasil) ao Governo da Bahia, encerrando semanas de especulação sobre uma possível adesão ao projeto de reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Seu nome, inclusive, ascendeu na bolsa de apostas para ser o vice da chapa do grupo liderado pelo ex-prefeito de Salvador, que tem ainda Zé Ronaldo (União Brasil), prefeito de Feira de Santana, e de Sheila Lemos (União Brasil), de Vitória da Conquista, como opções.
Sob pretexto de manter uma relação institucional, o núcleo político do governo Jerônimo estreitou relações com Cocá a partir de obras e anúncios para a região a fim de contar com o apoio político do prefeito que arrebanha outros colegas de cidades do Vale do Jiquiriçá e do Médio Rio de Contas. Durante o Carnaval, o governador admitiu publicamente que ainda nutria expectativa em ter o apoio do prefeito da Cidade do Sol.
Em meio ao leilão que criou em torno de si, chegou-se a cogitar a filiação de Zé Cocá ao PSB, movimento que seria o passo formal para apoiar Jerônimo. O cenário, no entanto, perdeu força. Paralelamente, o PP passou a apresentá-lo oficialmente como alternativa para compor a vice na chapa de ACM Neto, numa indicação feita por Cacá Leão semanas atrás.
Nas últimas semanas, porém, o pepista deu sinais de distanciamento da base governista, quando fez duras críticas ao presidente Lula - principal cabo eleitoral do PT na Bahia -, dizendo que “já deu o seu tempo”, e depois cobrando publicamente do governo do Estado a execução de obras prometidas para Jequié e região, como o aeroporto regional, a Barragem da Pedra e o novo centro industrial, como condição sine qua non para eventual apoio.
Apesar dos acenos do Palácio de Ondina, aliados petistas passaram a admitir reservadamente a dificuldade de atrair o prefeito, que passou a ser tratado como adversário e até “traidor”, tal como fez o deputado federal Jorge Solla (PT), nesta terça-feira (3) em um grupo de WhatsApp que reúne lideranças políticas baianas.
Reeleito em 2024 com mais de 90% dos votos e tendo escolhido um vice-prefeito de confiança, Zé Cocá já vinha, em certa medida, pavimentando o cenário municipal para eventual salto a uma disputa majoritária.
