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Tesouro readquire R$ 9 bi em prefixados em nova intervenção no mercado; juros futuros caem
Tesouro readquire R$ 9 bi em prefixados em nova intervenção no mercado; juros futuros caem
É a terceira ação do órgão desde segunda, quando recomprou quase R$ 30 bi em títulos
Por Folhapress
17/03/2026 às 16:00
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo
Ministério da Fazenda
O Tesouro Nacional realizou uma nova intervenção no mercado de juros nesta terça-feira (17), a terceira em dois dias, visando eliminar distorções na curva brasileira.
Desta vez, foram realizados dois leilões extraordinários de 7,6 milhões de LTN (Letras do Tesouro Nacional) e 5 milhões de NTN-F (Notas do Tesouro Nacional), ambos títulos prefixados, em um valor total de R$ 9,05 bilhões.
No caso das LTN, foram recomprados 5 milhões de títulos para 01/07/2029, no valor financeiro de R$ 3,305 bilhões, e outros 2,6 milhões de papéis para 01/01/2032 no valor de R$ 1,239 bilhão.
No caso das NTN-F, foram recomprados 5 milhões de títulos para 01/01/2031 no valor de R$ 4,506 bilhões.
Apesar de ter feito simultaneamente leilões de venda de LTN e NTN-F, o Tesouro não aceitou propostas nestes casos.
Na segunda, o Tesouro já havia recomprado quase R$ 30 bilhões em títulos. As intervenções buscam conter a disparada das curvas de juros nos últimos dias, quando investidores passaram a colocar na conta a possibilidade de a taxa Selic cair em um ritmo mais lento do que o esperado.
A leitura é que, com o preço do petróleo pressionado pela guerra no Irã, é possível que a inflação no Brasil sofra um repique, forçando o Copom (Comitê de Política Monetária) a adotar uma postura mais cautelosa na política de juros.
Como resultado, alguns vencimentos das taxas de DI (Depósito Interfinanceiro) desabaram até 0,3 ponto percentual na véspera. O movimento de baixa continua nesta sessão.
Às 12h30, a taxa do DI para janeiro de 2027 estava em 14,02%, com recuo de 0,05 ponto ante o ajuste de 14,07% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,71%, em baixa de 0,13 ponto ante 13,8%.
Os dirigentes do Banco Central iniciam nesta terça-feira o encontro de dois dias do Copom, que anunciará na noite de quarta-feira o novo patamar da Selic, hoje em 15% ao ano.
Na curva a termo, a precificação indica chances majoritárias de corte de 0,25 ponto da taxa básica e minoritárias de manutenção. Em função da guerra no Oriente Médio e os receios de seus impactos sobre a inflação brasileira, a possibilidade de corte de 0,50 ponto foi apagada da curva.
