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Pedro Rousseff pede revogação de domiciliar de Bolsonaro ao STF após fala de Eduardo
Pedro Rousseff pede revogação de domiciliar de Bolsonaro ao STF após fala de Eduardo
Por Mônica Bergamo e Jullia Gouveia, Folhapress
27/03/2026 às 15:36
Foto: Reprodução/Instagram/Arquivo
O vererador de Belo Horizonte Pedro Rousseff, sobrinho-neto da ex-presidente Dilma
O vereador de Belo Horizonte (MG) Pedro Rousseff (PT) solicitou ao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta sexta (27) a revogação da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro após declarações do ex-deputado Eduardo Bolsonaro indicando que o pai continua atuando como articulador político mesmo com as restrições impostas pela Corte.
Durante participação no CPAC (Conservative Political Action Conference), considerado o maior evento conservador do mundo, Eduardo afirmou que Jair segue como principal liderança da direita no Brasil e "claro que fala de política com visitas" na prisão. A conferência se deu em Dallas, cidade do Texas, nos EUA.
Entre as restrições impostas pelo ministro do STF Alexandre de Moraes a Jair Bolsonaro na decisão que autorizou sua volta ao regime de prisão domiciliar está "a proibição do uso de celular, telefone ou qualquer outro meio de comunicação externa, diretamente ou por intermédio de terceiros". Ele também não pode usar redes sociais ou gravar mensagens, seja de forma direta ou indireta.
Na petição, o vereador argumenta que, caso se confirme a utilização de terceiros para manter atuação política externa, isso seria uma forma de burlar as condições impostas pelo STF. "Uma domiciliar humanitária não pode servir de disfarce pro Jair ficar fazendo política e usando os filhos de pombo correio. Deixar ele articulando é deixar o bandido voltar à cena do crime", afirma.
Além da revogação imediata da prisão domiciliar humanitária do ex-presidente, Rousseff também requer agravamento das medidas cautelares, com eventual restrição adicional ao regime de visitas, de modo a impedir sua utilização como meio indireto de comunicação externa.
"A lei é muito objetiva: se descumprir, perde o benefício. Não existe prisão domiciliar para quem continua atuando politicamente como se nada tivesse acontecido", acrescentou.
1 Comentário
Bruna Souza
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27/03/2026
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13:23
