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Governo contrata uma Itaipu no maior leilão de energia do ano

Governo contrata uma Itaipu no maior leilão de energia do ano

Ao todo, serão contratados 19 GW de energia, que devem movimentar R$ 64,5 bi em investimentos

Por Pedro Lovisi/Folhapress

18/03/2026 às 17:30

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Imagem de Governo contrata uma Itaipu no maior leilão de energia do ano

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, participa de entrevista coletiva para falar sobre o leilão

O governo federal contratou, nesta quarta-feira (18), 19 GW (gigawatts) de energia térmica e hidráulica para abastecer o sistema elétrico do país em momentos de falta de energia, principalmente no início das noites, quando as placas solares param de funcionar e a demanda por energia cresce. A contratação aconteceu durante o leilão de reserva de capacidade, o maior deste ano no setor.

Do total contratado, cerca de 15,2 GW virão de termelétricas movidas a gás natural, 1,3 GW de usinas a carvão mineral e 2,5 GW de hidrelétricas.

Entre as termelétricas a gás, haverá contratação de novas usinas e existentes e entre as de carvão apenas existentes. Já entre as hidrelétricas toda geração virá da ampliação de plantas existentes –o percentual de novas e existentes deve ser divulgado nas próximas horas pelo governo.

O investimento total esperado com as obras do leilão é de R$ 64,5 bilhões. Por outro lado, a contratação desse montante de energia vai gerar uma despesa de R$ 515,7 bilhões aos consumidores de energia enquanto os contratos estiverem em vigência –cerca de R$ 39 bilhões por ano.

A contratação foi muito acima da previsão de especialistas, que dias antes do certame esperavam compras entre 5 GW e 10 GW. Em comparação, o montante contratado equivale a 1,4 vez a capacidade instalada da usina de Itaipu, que divide energia entre o Brasil e o Paraguai.

O deságio médio do leilão foi de 5,52%, abaixo dos 15,34% do último leilão de reserva de capacidade, organizado em 2021. A queda, segundo analistas, pode ter sido ocasionada pelo formato do leilão, dividido entre muitas fontes, o que tende a diminuir a concorrência.

O primeiro suprimento começará em agosto deste ano, por meio d e termelétricas já existentes. A partir daí, a cada ano até 2031, mais energia térmica será incluída na rede elétrica do país, sendo que de 2028 a 2031 a eletricidade gerada poderá vir também de novas termelétricas movidas a gás natural. Já no caso de hidrelétricas, a entrega será em 2030 e 2031, por meio de usinas já existentes e com capacidade de ampliação. O fornecimento das térmicas será de dez anos, e o das hidrelétricas, de 15 anos.

Entre as principais empresas vencedoras estão a Eneva, ligada ao banco BTG Pactual; a Âmbar, dos irmãos Batista; a Copel e a Petrobras.

O leilão desta quarta é considerado fundamental para a segurança do sistema elétrico do país, sistema que hoje vive excesso de geração em alguns períodos do dia e falta em outros. A energia contratada visa preencher a falta de energia. Como térmicas não dependem de condições meteorológicas para gerar energia, elas são tratadas como fontes que dão segurança à rede elétrica.

Após o certame, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, celebrou o resultado. "Fizemos o maior leilão de térmicas da história desse país; é um leilão que garante, além de segurança energética, modicidade tarifária porque quando não temos parque térmico contratado dependemos de contratar de forma merchant e emergencial, como aconteceu em 2021", disse. Naquele ano, o governo precisou acionar termelétricas sem contrato em meio a uma das piores secas do século.

Nos últimos meses, o leilão de reserva de capacidade foi alvo de várias discussões, inclusive judiciais. A competição aconteceria em junho do ano passado, mas contestações de empresas interessadas fizeram o governo federal adiar o leilão em abril.

A polêmica mais recente veio no mês passado, quando o Ministério de Minas e Energia divulgou os preços-teto para contratação das térmicas a gás natural. Na ocasião, analistas consideraram os valores bem abaixo dos praticados no mercado, o que fez as ações de empresas do setor despencarem e trouxe dúvidas sobre a competição do certame.

O governo precisou recuar e três dias depois aumentou os preços –em alguns casos, até duplicou. A reviravolta chamou atenção do TCU (Tribunal de Contas da União), que identificou fragilidades metodológicas nos preços finais, mas optou por não remarcar a data.

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