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Escritório de família de Moraes processará senador Alessandro Vieira por fazer relação com PCC
Escritório de família de Moraes processará senador Alessandro Vieira por fazer relação com PCC
Relator da CPI do Crime Organizado, Alessandro Vieira disse que recursos da facção abasteceram esquema do Master
Por Fábio Zanini/Folhapress
16/03/2026 às 17:15
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado/Arquivo
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado
O escritório de advocacia Barci de Moraes, da família do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), entrará com uma ação de indenização na Justiça contra o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado.
O escritório acusa Vieira de ter feito relação entre recursos do PCC (Primeiro Comando da Capital) e a firma advocatícia, que é tocada pela mulher e pelos filhos de Moraes e foi contratada pelo Banco Master. O senador nega ter feito essa conexão.
"Você tem apurações em andamento que apontam a chegada de recursos do PCC, Primeiro Comando da Capital, uma organização criminosa violenta. Você tem indicativos de pagamentos a autoridades de diversos poderes, servidores públicos de carreira, políticos, eventualmente pessoas ligadas ao Judiciário", disse o senador, em entrevista ao SBT News.
"A gente tem informações que apontam circulação de recursos entre esse grupo criminoso e familiares dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Não é razoável dizer agora que essa circulação de recurso é ilícita", acrescentou o relator da CPI.
O escritório diz que a informação é falsa e que a ação, na Justiça estadual de São Paulo, apontará os crimes de injúria, calúnia e difamação.
Ao Painel, o senador disse que essa é mais uma tentativa de intimidação e que o lawfare já era esperado. Ele negou, no entanto, que tenha feito uma ligação direta entre o PCC e o escritório Barci de Moraes.
"Essa interpretação forçada não corresponde ao que falei e é mais uma tentativa de intimidação. O que fiz foi relatar o processo provável de lavagem de dinheiro realizado por um grupo que contratou os serviços do escritório da família Moraes", afirmou.
Vieira acrescentou que "as pessoas aparentemente ainda têm dificuldade em compreender que as atividades do Master eram criminosas".
