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Eleição será polarizada e Caiado deve ficar à margem na disputa pela Presidência, diz Gleisi
Eleição será polarizada e Caiado deve ficar à margem na disputa pela Presidência, diz Gleisi
Por Mariana Brasil, Folhapress
30/03/2026 às 14:12
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo
A ministra Gleisi Hoffmann
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou nesta segunda-feira (30) que as eleições presidenciais deste ano devem ser polarizadas e que Ronaldo Caiado (PSD) deve ficar "na periferia" da disputa.
O governador de Goiás anuncia sua pré-candidatura à Presidência nesta segunda, após uma disputa interna no PSD e decisão final do presidente da sigla, Gilberto Kassab.
"Eu acho que num quadro como nós estamos de polarização, é muito difícil, seja quem seja, a terceira via ter um espaço maior. Não é porque eu não quero, é a realidade da política. As coisas estão muito consolidadas, muito polarizadas. Então, é muito difícil ele, por exemplo, conseguir um espaço que seja maior. Eu acho que ele vai ficar muito na periferia da eleição."
"Obviamente o Caiado é uma figura mais agressiva, eu diria. Eu não sei como é que vai ser o comportamento da extrema direita, do agronegócio, com ele, com Flávio, como é que isso vai pesar."
A articuladora política se afasta do cargo para disputar o Senado pelo Paraná neste ano, a pedido do presidente Lula (PT). Anteriormente, a perspectiva era de que Gleisi, que é deputada federal licenciada, saísse para pleitear uma reeleição à Câmara. No entanto, Lula pediu que ela mirasse uma vaga como senadora.
A jornalistas, a ministra informou que seu sucessor na pasta ainda está em definição pelo presidente Lula (PT). Antes, o principal cotado a assumir era o secretário-executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social e Sustentável, Olavo Noleto.
Por seu perfil político, ele foi considerado determinante para substituir Gleisi na função, cuja atribuição é fazer a articulação política entre o governo e os demais Poderes.
O cenário mudou, segundo aliados, após líderes do Congresso demonstrarem ressalvas à escolha de Noleto ao cargo, o que teria levado Lula a desistir do nome.
Olavo Noleto já ocupou diversos cargos em gestões petistas, mas nunca exerceu um mandato eletivo —como de deputado ou senador. Lula agora busca um articulador mais experimentado.
