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Doutora Raissa Soares questiona uso de mão de obra chinesa em obra da BYD na Bahia

Doutora Raissa Soares questiona uso de mão de obra chinesa em obra da BYD na Bahia

Por Redação

17/03/2026 às 18:30

Foto: Divulgação/Arquivo

Imagem de Doutora Raissa Soares questiona uso de mão de obra chinesa em obra da BYD na Bahia

A médica e ex-secretária de Saúde, Raissa Soares

A médica e ex-secretária de Saúde, Raissa Soares, publicou, nesta terça-feira (17), em suas redes sociais, questionamentos sobre a implantação da fábrica da BYD, em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. O projeto, anunciado após a saída da Ford como parte de uma nova etapa industrial para a Bahia, envolve investimentos bilionários e a previsão de geração de milhares de empregos.

A manifestação ocorre em meio a dados divulgados pelo Ministério do Trabalho, que apontam que 163 trabalhadores chineses foram resgatados em condições análogas à escravidão em obras ligadas à construção da unidade. O órgão também informou que 471 trabalhadores foram trazidos de forma irregular, além da lavratura de mais de 60 autos de infração relacionados à operação.

Em publicação nas redes, Raissa Soares questionou a condução do projeto e seus efeitos sobre o mercado de trabalho local. “Prometeram emprego e desenvolvimento. O povo baiano precisa saber quem está sendo beneficiado de verdade e se essas oportunidades estão chegando para quem vive aqui”, afirmou a pré-candidata a deputada federal pelo PL.

Outro ponto mencionado por ela diz respeito à discussão sobre uma área residencial vinculada ao empreendimento. O tema passou a circular em debates públicos e redes sociais, sendo associado, por parte da população, à ideia de uma “cidade chinesa” na Bahia — expressão que não possui caráter oficial, mas reflete dúvidas sobre a dinâmica de ocupação e a composição da força de trabalho.

Além das questões locais, a BYD também mantém relação contratual com o poder público brasileiro. Em 2024, a montadora firmou contrato administrativo com órgão federal para fornecimento de veículos híbridos plug-in, com valor superior a R$ 1,4 milhão, dentro de um modelo que prevê garantias, exigências de regularidade fiscal e vedação à subcontratação.

Para Raissa Soares, o contraste entre a formalização de contratos e as denúncias envolvendo a obra na Bahia exige maior transparência. “Ninguém é contra investimento. Mas desenvolvimento precisa vir acompanhado de responsabilidade, respeito ao trabalhador e clareza sobre quem está sendo priorizado”, declarou.

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