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Com esquerda sem concordar com presidência da direita, Assembleia segue sem conseguir instalar comissão de segurança pública
Com esquerda sem concordar com presidência da direita, Assembleia segue sem conseguir instalar comissão de segurança pública
Por Política Livre
10/03/2026 às 12:28
Atualizado em 10/03/2026 às 12:33
Foto: Divulgação/Arquivo
Hilton Coelho e Leandro de Jesus
A Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) segue sem instalar a comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública em 2026. Pelo acordo firmado entre os blocos de governo e oposição, o comando do colegiado caberia à minoria. No entanto, o nome indicado pelo líder oposicionista Tiago Correia (PSDB) — o do deputado Leandro de Jesus (PL) — segue enfrentando forte resistência da base governista.
Nesta terça-feira (10), quando deveria acontecer a reunião da Comissão, mais uma vez, os deputados do Governo não marcaram presença.
Na última terça-feira (3), durante mais uma tentativa de instalação da comissão, o ápice do impasse aconteceu. O deputado Marcelino Galo (PT), que conduziria a reunião para convocação da eleição, chegou a registrar presença, mas a sessão acabou esvaziada. Galo teria articulado junto a parlamentares governistas para que não marcassem presença, inviabilizando o quórum necessário.
O deputado Radiovaldo Costa (PT) e o deputado Hilton Coelho (PSOL) não participaram da reunião foram vistos por este Política Livre articulando a derrubada da reunião junto a Marcelino Galo. Hilton, inclusive, declarou abertamente que não votaria na indicação de Leandro de Jesus por discordar do seu nome para o comando do colegiado.
Sem discursão na Assembleia e tendo a Bahia como estado que lidera no Brasil o número de casos de mortes violentas em 2025, a comissão deve completar na próxima semana um mês desde a formalização dos seus membros para este ano.
No dia 20 de fevereiro, por meio de ofício, Tiago Correia informou, com base no artigo 32 do Regimento Interno da AL-BA, a indicação de Leandro de Jesus como novo membro titular para compor a comissão, em substituição ao então presidente, Diego Castro (PL).
Com a nova composição, o artigo 67 do Regimento determina que a comissão deve eleger presidente e vice-presidente no prazo máximo de seis dias após sua constituição. O prazo, portanto, teria se encerrado em 26 de fevereiro, sem que a eleição fosse concluída.
1 Comentário
Emanoel
•
10/03/2026
•
11:53
