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Terça-feira pós-Carnaval é marcada por sessão sem votação de projetos, mas intensos debates na Assembleia Legislativa
Terça-feira pós-Carnaval é marcada por sessão sem votação de projetos, mas intensos debates na Assembleia Legislativa
Por Carine Andrade, Política Livre
24/02/2026 às 16:42
Foto: Política Livre
Plenário da Assembleia Legislativa da Bahia
A sessão plenária desta terça-feira (24), na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), foi marcada por um clima de tranquilidade, porém com intensos debates entre os parlamentares. Ao todo, 47 deputados registraram presença na sessão, inicialmente presidida pelo 1º secretário da Mesa Diretora, Samuel Júnior (Republicanos), e depois pela presidente da Casa, deputada Ivana Bastos (PSD).
Mesmo sem votação de projetos de interesse do Executivo ou de autoria da Casa, assuntos diversos dominaram as discussões, com destaque para os casos reincidentes de invasão de terras no extremo sul do Estado, cuja autoria é atribuída a supostos indígenas. O assunto foi “puxado” pelos deputados Robinho (PP) e Leandro de Jesus (PL), ambos da bancada de oposição.
“Diante das milhares de mortes que acontecem lá, a gente não vê uma nota, uma fala do governador sobre o assunto”, afirmou Leandro de Jesus. Ele também deu um tom político ao seu discurso ao dizer que “daqui a poucos meses esse tormento estará acabando aqui na Bahia e no Brasil”, numa clara referência às eleições de outubro.
Da ala do governo, o deputado Robinson Almeida (PT) retomou o tema Carnaval. Ele iniciou parabenizando o governador Jerônimo Rodrigues (PT) por sua participação na festa que, na edição deste ano, contou com a presença do presidente Lula (PT) no sábado, no circuito do Campo Grande. Almeida citou que a ida do governador Jerônimo à Índia, na comitiva do presidente Lula, na semana subsequente à vinda do chefe do Palácio do Planalto, mostra afinamento entre as lideranças do seu partido.
“Independente de pesquisa, nós vamos confirmar mais uma vez, vai ser barba, cabelo e bigode. Jerônimo e Lula reeleitos no primeiro turno, Rui eleito senador e Wagner eleito mais uma vez”, disse, ao fazer uma projeção do cenário eleitoral no Estado.
A fala de Robinson, contudo, foi ironizada pelo líder da oposição, Tiago Correia (PSDB), que chegou a chamar o colega de “mãe Dinah”.
Já a deputada Olívia Santana (PCdoB) lembrou conquistas importantes dos governos petistas, como a demarcação de 21 terras no extremo sul da Bahia. Ela exaltou a legitimidade dos movimentos indígenas e quilombolas e pediu mais atenção às comunidades de povos originários.
“Essa elite, essa classe escravocrata, vive achando que existem seres humanos superiores e outros que têm que ser esmagados. Nós seguiremos lutando pelo que nos é de direito”, frisou, em um forte discurso a favor da reforma agrária e do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).
Alfinetadas
Como já era de se esperar, o bolsonarista Diego Castro (PL) subiu o tom e ligou sua metralhadora giratória na direção de seus algozes, entre eles o governador Jerônimo Rodrigues, por conta do episódio de violência registrado nesta segunda-feira, envolvendo duas turistas baleadas no extremo sul.
Ele também teceu duras críticas ao lanche distribuído aos policiais militares durante o Carnaval, ao qual chamou de “lixo”.
Quem também foi alvo de Castro foi o psolista Hilton Coelho, que fez uso da tribuna antes dele, com um forte discurso em defesa da condenação dos assassinos da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco, em 2018, junto com seu motorista Anderson Gomes.
“PSOL e companhia limitada sãos sinônimos de amor ao crime. O PSOL é um partido que gosta de bandido, que sem bandido não sustenta a sua política. Quem votou contra o endurecimento de crimes hediondos? Adivinhem quem foi? O PSOL. Cadê o Hilton? Nessa hora ele corre”, vociferou.
