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Primo e vizinha de ministro do STJ questionam versão de jovem sobre importunação sexual
Primo e vizinha de ministro do STJ questionam versão de jovem sobre importunação sexual
Ambos registraram relatos em cartório colocando em dúvida fatos narrados por mulher de 18 anos
Por Fábio Zanini/Folhapress
09/02/2026 às 18:15
Foto: Emerson Leal/Divulgação/STJ
O ministro Marco Buzzi, do STJ (Superior Tribunal de Justiça)
Um primo do ministro Marco Buzzi, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), e uma vizinha dele em uma praia em Balneário Camboriú (SC) registraram declarações nesta segunda-feira (9) em cartório colocando em dúvida a acusação de importunação sexual feita por uma jovem de 18 anos contra o magistrado.
Ambos dizem que Buzzi tem limitações físicas e acreditam que isso o impediria de ter molestado a garota dentro do mar.
Buzzi, 68, é investigado após a mulher ter dito que ele a levou para uma área isolada da praia, dentro do mar, e apertado o corpo contra o seu. Ela estava hospedada na casa do ministro num condomínio fechado, junto com os pais. O ministro nega a acusação.
O engenheiro civil Amauri Alberto Buzzi registrou a declaração num cartório em Blumenau (SC). Ele disse que tem um guarda-sol na praia do Estaleiro, local do suposto ato de importunação, e relatou que no dia 9 de janeiro, por volta do meio-dia, estava no local acompanhado de sua esposa, do primo ministro do STJ, da jovem e da mãe dela.
Ele relata que em determinado momento, ao voltar da água, cruzou com Marco Buzzi e a jovem, que caminhavam até o mar.
Segundo Amauri, ambos permaneceram na água por alguns minutos e depois saíram. Ele acrescentou que o primo é "deficiente físico e tem severas dificuldades de locomoção e que precisa de ajuda para sair do mar".
Declarou também que não viu "nenhum sinal de constrangimento", que a praia estava muito movimentada no dia e que não existe ponto que seja isolado. Disse ainda que após sair da água, a garota "caminhou tranquilamente até sua mãe, que se encontrava no guarda-sol".
Outro relato, também registrado em um cartório de Blumenau nesta segunda (9), é de Fernanda de Meirelles Rossmark Schramm, que diz ter uma casa no mesmo condomínio de Marco Buzzi.
Ela afirma que não estava na praia no momento, mas sim na piscina do condomínio, e relatou ambiente de "normalidade e tranquilidade" após a ocorrência da suposta importunação.
"Em dado momento, quando [Fernanda] encontrava-se na área da piscina, acompanhada de diversas pessoas inclusive do senhor Marco Buzzi, a mãe da pessoa referida como ‘vítima’ deslocou-se da residência em direção à piscina, comunicando em voz alta que precisariam se retirar do local, em razão de a sogra ter sofrido um acidente ou passado mal, informando ainda que, por tal motivo, retornariam para a cidade de Curitiba", relatou a vizinha.
A mãe da jovem disse depois que inventou o problema com a sogra como pretexto para deixar o local.
A vizinha repetiu o relato do primo do ministro, de que ele tem limitações motoras, e por isso disse achar estranho que pudesse ter cometido o ato dentro da água, tendo em vista a violência do mar na região.
"Embora não estivesse presente na praia durante os fatos investigados, estava no condomínio naquele dia e conhece o sr. Marco Buzzi, o qual apresenta limitações motoras aparentes nas pernas, circunstância que tornaria extremamente difícil a realização do esforço contínuo de natação exigido nas condições habituais do mar da referida praia", diz ela em sua declaração ao cartório.
