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'Não podemos conviver com esse clima permanente de medo', diz Paulo Câmara ao defender reforço da segurança no Extremo Sul

'Não podemos conviver com esse clima permanente de medo', diz Paulo Câmara ao defender reforço da segurança no Extremo Sul

Por Redação

24/02/2026 às 12:50

Atualizado em 24/02/2026 às 16:21

Foto: Divulgação/Arquivo

Imagem de 'Não podemos conviver com esse clima permanente de medo', diz Paulo Câmara ao defender reforço da segurança no Extremo Sul

Paulo Câmara

Integrante do grupo de trabalho criado pelo Governo do Estado para atuar nos conflitos fundiários no Extremo Sul da Bahia, o deputado estadual Paulo Câmara (PSDB) voltou a se posicionar sobre a escalada da tensão na região, após o envio de forças de segurança a Itamaraju e o pedido formal de reforço da Força Nacional ao Ministério da Justiça por parte do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) na área de conflito envolvendo terras tradicionalmente ocupadas pelos povos Pataxó e Pataxó Hã Hã Hãe.
 
Para Paulo Câmara, a presença das forças de segurança é um passo importante, mas precisa ser acompanhada de ações estruturantes. “Como membro do grupo de trabalho, tenho acompanhado de perto os desdobramentos dessa crise. A presença das forças policiais é necessária para conter a violência imediata, mas é preciso garantir segurança permanente e o cumprimento das decisões judiciais. Não podemos conviver com um clima de medo no campo”, afirmou.
 
Ontem (23), representantes das Polícias Militar, Civil, Federal e Rodoviária Federal participaram de reunião com produtores rurais em Itamaraju, liderada pela Secretaria de Relações Institucionais do Estado. O governo anunciou o aumento do efetivo policial e a análise da instalação de um posto da PM em localidades como Cumuruxatiba ou Corumbau.
 
Para o deputado, o reconhecimento da gravidade da situação por parte do Judiciário reforça os alertas feitos por ele desde o ano passado. “O próprio CNJ reconhece que o conflito é complexo e que há interesses imobiliários e até atuação criminosa. Isso confirma que não se trata de um problema simples. O Estado precisa agir com firmeza, equilíbrio e legalidade para proteger vidas e garantir o direito de propriedade”, pontuou.
 
“Defendo que a lei seja cumprida para todos, mas não podemos permitir que famílias que produzem, geram emprego e sustentam a economia local vivam sob ameaça constante. Nosso compromisso é com a legalidade, com a produção rural e com a tranquilidade no campo. O Extremo Sul não pode ser território de conflito permanente”, concluiu.

Comentários
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1 Comentário

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Souza

24/02/2026

12:28

Há anos ocorre esse conflito e o STF ainda não decidiu? É uma região que tem que tem que ter as forças federais, por causa dos originários presentes.
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