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Motta reforça aliança com Lula, e deputados miram as eleições deste ano em jantar com petista

Motta reforça aliança com Lula, e deputados miram as eleições deste ano em jantar com petista

Presidente da Câmara enfatizou convite do chefe do governo a integrantes do Legislativo

Por Caio Spechoto/Folhapress

04/02/2026 às 19:10

Atualizado em 04/02/2026 às 23:04

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil/Arquivo

Imagem de Motta reforça aliança com Lula, e deputados miram as eleições deste ano em jantar com petista

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e o presidente Lula

O jantar em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) receberá o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e líderes de partidos aliados do governo será um espaço para troca de sinalizações relacionadas às eleições deste ano.

O chefe do governo, que disputará a reeleição em outubro, busca alianças nos estados com políticos de partidos que, nacional e oficialmente, não deverão apoiá-lo –como União Brasil, PP, PSD e MDB. Deputados de locais onde o presidente tem maior popularidade, como nos estados do Nordeste, têm interesse em associar seus grupos políticos aos de Lula.

Acordos políticos claros não costumam ser costurados em compromissos com tantas pessoas representando tantas forças políticas diferentes, mas o espaço é apropriado para sondagens em conversas rápidas. Alguns convidados planejam, por exemplo, medir o humor do presidente sobre candidaturas aos governos estaduais.

Os convites para o jantar foram feitos a partidos de esquerda e do centrão nos últimos dias. Integrantes da liderança do governo na Câmara e da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República contataram os congressistas.

Hugo Motta, em uma demonstração de alinhamento com Lula, reforçou o convite com diversos deputados. Às vezes, por telefone. Em outra ocasião, apurou a reportagem, o presidente da Câmara disse a um grupo de líderes de bancada, em tom de brincadeira, que até representantes do oposicionista PL poderiam ir.

Motta selou sua aproximação com Lula no fim do ano passado, quando o petista nomeou Gustavo Feliciano como ministro do Turismo. Ele foi indicado pelo presidente da Câmara, de quem é aliado na Paraíba.

Além disso, Motta quer eleger seu pai, Nabor Wanderley (Republicanos), como senador na disputa deste ano. O presidente da Câmara busca apoio de Lula para impulsionar a candidatura de Wanderley, que atualmente é prefeito de Patos (PB).

O governo federal tem uma lista de projetos para aprovar no Legislativo antes das eleições de outubro, e que seriam importantes para a tentativa do presidente de conseguir mais um mandato no cargo.

São citados como exemplo a proposta Antifacção, que muda as regras do combate ao crime organizado, e a PEC (proposta de emenda à Constituição) que aumenta as atribuições da União na área da segurança pública. Também está na lista a regulamentação do trabalho por aplicativos, e ao menos o início da discussão da redução da jornada de trabalho, proposta conhecida como fim da escala 6 x 1.

O petista costumava ter contato direto com deputados, senadores e outros políticos com mais frequência em seus primeiros governos. No atual mandato, esses eventos são mais raros.

Aliados do presidente avaliam que atritos entre o Executivo e o Legislativo poderiam ter sido minimizados se esse tipo de contato fosse frequente. Uma das principais habilidades do petista, de acordo com integrantes de diversos campos políticos, é justamente reduzir tensões em conversas.

O evento desta quarta-feira será na Granja do Torto, uma espécie de casa de campo da Presidência da República em Brasília. O ambiente é mais informal que o Palácio da Alvorada, onde o chefe do governo mora. Os convidados foram instruídos a chegar por volta das 19h.

Lula também deve, em outro momento, receber senadores para um compromisso semelhante. A Casa foi a principal fonte de governabilidade do atual mandato do presidente, mas a relação se desgastou no final de 2025 depois de o petista indicar o advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal).

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), assim como outros líderes da Casa, queria que o escolhido fosse o também senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). A discordância estremeceu a relação entre governo e Senado, que vem sendo reconstruída desde dezembro.

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