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Marinho afirma que Bolsonaro está 'tranquilo' mas vê injustiça em possível perda de patente
Marinho afirma que Bolsonaro está 'tranquilo' mas vê injustiça em possível perda de patente
Líder da oposição no Senado esteve na Papudinha nesta quarta (4)
Por Isadora Albernaz/Folhapress
04/02/2026 às 18:10
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo
Rogério Marinho e Jair Bolsonaro
O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou nesta quarta-feira (4) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está "tranquilo" e vê o processo no STM (Superior Tribunal Militar) que pode levar à perda de sua patente como "lateral", apesar existir um "sentimento de injustiça".
"Tudo isso na verdade é parte de um processo de tentar não apenas aprisionar, encarcerar, mas inclusive impedir que se tenha o resgate profissional, uma condição profissional que ele historicamente sempre teve como capitão do Exército", afirmou o congressista.
"Então, ele [Bolsonaro] não está conversando a respeito desse tema, nós sabemos que todas essas injustiças poderão e deverão ser reparadas após as eleições, quando formos vitoriosos e o indulto for proferido para o conjunto, para aqueles que estão certos", completou.
Marinho deu as declarações em entrevista a jornalistas depois de visitar Bolsonaro na Papudinha, batalhão da Polícia Militar ao lado do Complexo Penitenciário da Papuda. O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Jair Bolsonaro completa 6 meses preso nesta quarta (4). A defesa tenta que ele retorne à prisão domiciliar, perdida após o ex-presidente violar sua tornozeleira eletrônica com um ferro de solda em novembro passado.
Nesta terça (3), o STM recebeu as representações de perda de patente de Bolsonaro e dos generais da reserva Augusto Heleno, Walter Braga Netto e Paulo Sérgio Nogueira e do almirante Almir Garnier. Os cinco foram condenados no núcleo crucial da trama golpista.
A avaliação, segundo apurou a reportagem, é de que Bolsonaro seja condenado no caso. O Ministério Público Militar apontou, ao defender a perda da patente, descaso do ex-presidente "com os preceitos éticos mais básicos" da ética militar.
Rogério Marinho, que desistiu da candidatura ao governo do Rio Grande do Norte para coordenar a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Planalto, também negou que será vice na chapa presidencial com o filho do ex-presidente. "Com certeza, não serei eu", disse.
Segundo o líder da oposição no Senado, a ideia é atrair outros partidos para embarcar na candidatura de Flávio. Ele não citou nomes de um possível vice.
"Eu faço parte do mesmo partido do senador Flávio, sou do PL e a ideia é termos a possibilidade de atrairmos outros partidos. Isso vai ser tratado ao longo dos próximos meses, para começarmos com o maior número de integrantes, para termos o maior tempo de televisão", declarou.
Apesar de o centrão ter aceitado que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), não disputará o Planalto na tentativa de impedir a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o grupo ainda não declarou apoio formal a Flávio.
Leia também: Ministério Público Militar aponta descaso de Bolsonaro com ética das Forças Armadas
