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Cotado para o BC, Tiago Cavalcanti é primeiro brasileiro catedrático em economia em Cambridge
Cotado para o BC, Tiago Cavalcanti é primeiro brasileiro catedrático em economia em Cambridge
Por Maeli Prado/Folhapress
03/02/2026 às 12:50
Foto: Divulgação/Arquivo
Tiago Cavalcanti
Na lista dos cotados pelo Ministério da Fazenda para ocupar uma diretoria no Banco Central, o pernambucano Tiago Cavalcanti é o primeiro brasileiro catedrático em economia na Universidade de Cambridge, no Reino Unido.
A cátedra é concedida a professores que percorreram todas as etapas da carreira acadêmica na universidade, conhecida por abrigar economistas do porte de John Maynard Keynes, Alfred Marshall e Joan Robinson.
Com uma robusta produção acadêmica, Cavalcanti é pesquisador em macroeconomia e desenvolvimento econômico.
Formado em economia pela UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), tem mestrado e doutorado pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos. Desde 2007 é professor da Faculdade de Economia de Cambridge, onde é fellow (membro de um grupo de professores de alto nível) do Trinity College.
O economista é professor titular de Economia na FGV (Fundação Getúlio Vargas) e ocupa uma vaga no conselho do URBEM (Instituto de Urbanismo e Estudos para a Metrópole).
Cavalcanti foi assessor econômico de Marina Silva na campanha à presidência em 2014, e na época defendeu em entrevista à Veja a autonomia do Banco Central, uma das bandeiras da candidata, e um choque de credibilidade para a política monetária.
"A política monetária precisa de um choque de credibilidade e o Banco Central tem de seguir a meta estabelecida", afirmou à revista. "A política fiscal precisa de transparência, sem os famosos artifícios contábeis. Com isso, e um aumento no superávit primário, a dívida do Brasil poderia voltar para uma tendência sustentável."
Em seu último artigo no Valor Econômico, do qual é colunista, o economista defendeu o funcionamento eficiente dos mercados e a promoção da concorrência bancária, tema de capítulo escrito por ele para um livro do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). No texto, Cavalcanti aponta que o mercado de crédito no Brasil é altamente concentrado quando comparado ao de outros países, como os Estados Unidos e o México.
Nesta terça-feira (3), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou em entrevista à BandNews FM ter indicado os nomes de Cavalcanti e do atual secretário da pasta, Guilherme Mello, ao presidente Lula.
"Três meses atrás, eu levei para ele considerar dois nomes que me parecem muito interessantes: um economista professor em Cambridge chamado Tiago Cavalcanti, e o outro é meu secretário de Política Econômica [Guilherme Mello], que trabalha há três anos conosco e está fazendo um excelente trabalho", afirmou o ministro em entrevista à BandNews FM.
Em dezembro, reportagem da Folha mostrou que Cavalcanti era um dos nomes cotados à diretoria do BC.
