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Campanha “Meu Corpo Não é Sua Fantasia” retorna ao Carnaval de Salvador para combater o assédio e a violência contra a mulher
Campanha “Meu Corpo Não é Sua Fantasia” retorna ao Carnaval de Salvador para combater o assédio e a violência contra a mulher
Por Redação
09/02/2026 às 08:26
Foto: Divulgação/Arquivo
De acordo com a vereadora Ireuda Silva, a campanha cumpre um papel fundamental ao dialogar diretamente com os foliões
A campanha “Meu Corpo Não é Sua Fantasia” volta a ocupar os circuitos do Carnaval de Salvador, reforçando o enfrentamento ao assédio, à importunação sexual e a todas as formas de violência contra a mulher durante a maior festa popular do país. A iniciativa é da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara Municipal de Salvador, presidida pela vereadora Ireuda Silva (Republicanos).
Reconhecida internacionalmente, a campanha já se consolidou como parte da programação oficial da folia na capital baiana, unindo conscientização, informação e mobilização social. Durante os dias de festa, equipes identificadas circularão pelos principais circuitos carnavalescos levando mensagens educativas, orientações sobre como denunciar casos de violência e estimulando a reflexão sobre respeito e consentimento.
Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que o Carnaval está entre os períodos de maior registro de casos de importunação sexual no país. Apenas em grandes eventos populares, as denúncias tendem a aumentar significativamente, o que evidencia a importância de ações preventivas e educativas, especialmente em ambientes de grande aglomeração e consumo de álcool.
De acordo com a vereadora Ireuda Silva, a campanha cumpre um papel fundamental ao dialogar diretamente com os foliões. “O Carnaval é um espaço de alegria, mas nunca pode ser um ambiente de medo para as mulheres. Nosso corpo não é fantasia, não é convite e não é objeto. Respeito é a regra, todos os dias”, destaca a parlamentar.
A ação percorrerá os principais circuitos da festa, alcançando tanto moradores de Salvador quanto turistas de diversas partes do Brasil e do mundo. Além da abordagem direta, a campanha também aposta em materiais visuais, mensagens educativas e articulação com a rede de proteção à mulher, orientando sobre canais oficiais de denúncia, como o Disque 180.
