'Aumento do IPTU aprofunda desigualdade em Salvador', diz Aladilce
Por Reinaldo Oliveira, Política Livre
04/02/2026 às 18:10
Atualizado em 04/02/2026 às 21:11
Foto: Política Livre/Arquivo
A vereadora Aladilce Souza (PCdoB)
Em entrevista à imprensa após a sessão ordinária da Câmara Municipal de Salvador (CMS), a vereadora Aladilce Souza (PCdoB) voltou a criticar o reajuste do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), anunciado pela Prefeitura de Salvador em dezembro de 2025.
De acordo com o Executivo soteropolitano, o reajuste foi baseado no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na ocasião, o prefeito Bruno Reis (União Brasil) justificou o aumento.
Segundo a comunista, o reajuste aprofunda a desigualdade social, especialmente com a reclassificação automática dos imóveis.
“A pessoa recebe um carnê em 2025 com mil e pouco de IPTU e, no ano seguinte, com sete mil. É um absurdo. As pessoas ficam sem poder pagar, a inadimplência é altíssima e isso só faz aumentar a desigualdade”, declarou.
A vice-líder da bancada de oposição ainda aproveitou a oportunidade para criticar o que chamou de concentração de renda. Para ela, os maiores beneficiados são setores ligados à especulação imobiliária e empresários que recebem incentivos do município.
“Quem lucra com a cidade são aqueles que especulam no setor imobiliário e que recebem benefícios, seja por subsídios ou redução de impostos. Enquanto isso, os mais vulneráveis continuam na vulnerabilidade”, acrescentou.
Na ocasião, ela também pontuou que o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) enfrenta sérias distorções. “É preciso um PDDU que pense na cidade como um todo, na cultura, na saúde e na educação”, ressaltou.
Aladilce ainda fez questão de destacar que este é um ano de balanço político, por ser período eleitoral. “Vamos comparar as políticas feitas nos últimos anos, e Salvador não vai bem”, afirmou.
Para concluir, a comunista mandou um recado direto ao chefe do Executivo soteropolitano e cobrou que ele priorize a população.
“É preciso governar com sinceridade, ouvindo o povo, porque democracia só se constrói com escuta”, finalizou.
