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OAB diz ter dificuldades para acompanhar buscas em escritórios de advocacia e cobra PF
OAB diz ter dificuldades para acompanhar buscas em escritórios de advocacia e cobra PF
Entidade argumenta que presença de representante durante procedimentos de busca e apreensão em escritórios é prevista por lei
Por Fábio Zanini/Folhapress
30/01/2026 às 21:30
Foto: Divulgação/Polícia Federal
CGU e Polícia Federal durante operação em unidade de saúde no Rio Grande do Norte
O Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) enviou, nesta sexta-feira (30), um ofício à Polícia Federal mencionando dificuldades para que representantes da entidade acompanhem ações de busca e apreensão envolvendo advogados e escritórios.
No documento, endereçado ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, a OAB argumenta ter recebido relatos sobre representantes que não conseguiram acompanhar diligências feitas pela corporação.
O texto reforça que a presença de advogados da ordem nas operações é prevista por lei "com a finalidade de preservar o sigilo profissional e a inviolabilidade de documentos, dados, comunicações e instrumentos relacionados a clientes e a fatos estranhos à investigação".
A OAB também cobra uma reunião institucional com o diretor da PF para "dar continuidade ao diálogo respeitoso e colaborativo" sobre o tema.
Um relatório da Uncac (Convenção da ONU contra a Corrupção), no ano passado, cobrou do Brasil a implantação de mecanismos contra a lavagem de dinheiro em escritórios de advocacia.
Nos últimos anos, advogados foram alvos da PF sob suspeita do uso de escritórios para operações financeiras ilegais, incluindo nos casos de fraudes em descontos de aposentadorias do INSS.
