Home
/
Noticias
/
Bahia
/
Hospital Mont Serrat completa um ano como referência nacional em Cuidados Paliativos pelo SUS
Hospital Mont Serrat completa um ano como referência nacional em Cuidados Paliativos pelo SUS
Por Redação
31/01/2026 às 15:25
Foto: Divulgação
O Hospital Mont Serrat, unidade do Governo do Estado da Bahia e administrada pelas Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), completa um ano de funcionamento neste sábado (31) como a primeira unidade do país integralmente dedicada aos Cuidados Paliativos no Sistema Único de Saúde (SUS). Localizado em Salvador, o hospital se consolidou como referência nacional ao oferecer assistência gratuita com foco no controle de sintomas, apoio psicossocial e acolhimento espiritual.
Inaugurado em 31 de janeiro de 2025, o hospital registrou, no primeiro ano, cerca de 2 mil pessoas atendidas. Os números reforçam o modelo assistencial centrado no cuidado integral e no acesso rápido ao manejo de sintomas complexos em pacientes com doenças graves, crônicas ou em condição de finitude. A unidade também aponta taxa de satisfação de 90% e média de 30% de altas hospitalares, resultado atribuído ao controle rigoroso de sintomas, que permite a muitos pacientes retornar ao convívio domiciliar com dignidade e continuidade do cuidado.
A estrutura reúne 70 leitos clínicos, sendo 7 pediátricos e 63 adultos, além de ambulatórios, serviços de bioimagem, laboratório, telemedicina e suporte de ensino e pesquisa voltado à capacitação de profissionais de dentro e fora da rede.
Ao priorizar um ambiente acolhedor, com atenção humanizada e abordagem multiprofissional, a unidade integra diferentes dimensões do cuidado no plano terapêutico. “Nosso primeiro ano confirma que o cuidado paliativo não é sobre o fim, mas sobre como viver cada dia com dignidade. Ver o Hospital Mont Serrat se tornar referência para o Brasil nos enche de orgulho e responsabilidade”, afirma Ingrid Rafaelly, liderança da unidade.
Um exemplo do cuidado centrado na pessoa foi vivido por Tamires Almeida do Vale, de 32 anos, internada com tumor no sistema nervoso central, que teve o aniversário celebrado no hospital em 11 de janeiro. O momento reuniu família, afetos e desejos simples, incorporados ao cotidiano assistencial como parte do acolhimento. “Porque cuidar é controlar sintomas, mas também é acolher angústias, respeitar o sagrado e garantir conforto”, destaca Zélia Correa Santos, coordenadora de Psicologia.
