Home
/
Noticias
/
Brasil
/
Eduardo Bolsonaro diz que vai lutar por cargo na PF, mas ‘não tem condição’ de voltar ao País agora
Eduardo Bolsonaro diz que vai lutar por cargo na PF, mas ‘não tem condição’ de voltar ao País agora
PF determinou que ex-deputado Eduardo Bolsonaro volte ao cargo de escrivão após ter mandato cassado na Câmara
Por Pepita Ortega/Estadão
02/01/2026 às 21:55
Foto: Reprodução/YouTube
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira, 2, que “é óbvio que não tem condição de retornar ao Brasil agora”, mas “não entregará” seu cargo na Polícia Federal de “mãos beijadas”.
A indicação ocorre após portaria publicada na manhã desta sexta-feira, 2, determinar o “retorno imediato” do ex-parlamentar ao cargo de escrivão na Delegacia de Polícia Federal em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, que ocupava antes de se eleger à Câmara dos Deputados.
“Ficarei firme. [...] Vou lutar por ele (meu cargo na Polícia) Federal. Porque sei que sou uma pessoa que batalhou para ser aprovado nesse concurso. Eu sei que querem pegar minha aposentadoria da PF, bem como o meu porte de arma e minha pistola Glock, que é brasonada da Polícia Federal até hoje. [...] Querem me prejudicar”, disse o ex-parlamentar em vídeo publicado no X nesta tarde.
A reação se dá a ato da diretoria de gestão de pessoas da PF que determinou a cessação do afastamento para exercício de mandato eletivo de Eduardo Bolsonaro a partir de 19 de dezembro - após a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados declarar a perda de seu mandato parlamentar em razão de faltas.
No vídeo, Eduardo diz que “não tem condição de retornar ao Brasil” citando o fato de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro retornar para a carceragem da PF, em Brasília, após cirurgias. O ex-chefe do Executivo recebeu alta nesta quinta, 1, e voltou a cumprir a pena de 27 anos a que foi condenado pelo golpe de Estado gestado em seu governo em 2022.
O ex-deputado repetiu a alegação de que é “alvo de perseguição” e ainda criticou a cúpula da corporação da qual faz parte. “Não abdiquei de todos os privilégios parlamentares para me sujeitar aos caprichos dos bajuladores de tiranos, que chefiam a Polícia Federal”, escreveu.
“Que a ‘Gestapo’ faça o que bem entender com meu concurso público, jamais trocaria minha honra por um emprego na burocracia pública”, completou.
Leia também:
