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Depois de dois vazamentos em menos de 24 h, Prefeitura de Congonhas (MG) suspende alvará da Vale

Depois de dois vazamentos em menos de 24 h, Prefeitura de Congonhas (MG) suspende alvará da Vale

Companhia afirma que ocorrências foram contidas e que não têm relação com as barragens da companhia na região

Por Artur Búrigo/Folhapress

26/01/2026 às 20:05

Atualizado em 27/01/2026 às 00:45

Foto: Reprodução/Redes sociais

Imagem de Depois de dois vazamentos em menos de 24 h, Prefeitura de Congonhas (MG) suspende alvará da Vale

Estrutura da Vale que rompeu na madrugada de domingo (25), na mina de Fábrica

A Prefeitura de Congonhas, na região central de Minas Gerais, suspendeu de forma temporária o alvará de funcionamento da Vale após os registros de dois vazamentos em minas da companhia que operam na cidade.

As ocorrências aconteceram no domingo (25), segundo o município, uma durante a madrugada e outra à tarde, e foram registradas em locais diferentes.

Procurada, a Vale afirmou que os dois extravasamentos foram contidos e que as ocorrências não têm relação com as barragens da empresa na região. A companhia apura as causas dos incidentes e disse que realiza ações preventivas periódicas de inspeção e manutenção de suas estruturas.

"A Vale esclarece, ainda, que não houve carreamento de rejeitos de mineração, apenas água com sedimentos (terra)", disse, em nota.

O primeiro extravasamento aconteceu na mina de Fábrica, que fica entre os municípios de Ouro Preto e Congonhas, e provocou uma enchente de lama que alcançou a área de escritórios da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional).

O prefeito de Congonhas, Anderson Cabido (PSB), disse que mais de 200 mil metros cúbicos de água saíram da região ‘lavando todo tipo de minério, de materiais, ao longo do caminho’ e que o fluxo alcançou o córrego Goiabeiras, que abastece o rio Maranhão.

A segunda ocorrência de vazamento foi registrada em uma estrutura de drenagem que retém sedimentos e água da mina Viga, localizada entre as regiões de Plataforma e Esmeril.

A Defesa Civil afirmou que não houve bloqueio de vias ou comunidades atingidas nos dois casos, mas há impacto ambiental, segundo a prefeitura.

O segundo incidente provocou vazamento de lama para o rio Maranhão, que deságua no Paraopeba, rio atingido há sete anos com os rejeitos da barragem da Mina Córrego do Feijão, da Vale, em Brumadinho.

De acordo com o secretário de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas da Prefeitura de Congonhas, João Luis Lobo, o alvará da Vale seguirá suspenso até que a empresa até que as medidas para contenção da situação sejam tomadas.

"O que mais chamou a atenção foi a omissão da empresa, mais uma vez. Enquanto que no primeiro caso nós recebemos a notícia somente ao meio-dia, de um evento que aconteceu à 1h, esse segundo caso, que aconteceu às 16h, só nos foi informado às 23h", disse o chefe da pasta municipal.

A empresa não respondeu sobre a medida adotada pela prefeitura.

A ANM (Agência Nacional de Mineração) afirmou que acompanha as duas situações e reforçou que não houve ruptura, colapso ou comprometimento de estruturas de barragens ou pilhas de mineração.

No ano passado, a agência reguladora rebaixou o nível de emergência da barragem Forquilha 3, na mina de Fábrica, de 3 para 2. O empreendimento é um dos 11 que passam por processo de descaracterização. A companhia diz que já concluiu a eliminação de outras 19 barragens a montante no país.

A tragédia de Brumadinho, que aconteceu em 25 de janeiro de 2019, deixou 272 vítimas. Um novo estudo mostra que a contaminação do solo na bacia do rio Paraopeba continua prejudicando a restauração da flora da região. Além disso, os rejeitos se espalharam por ao menos 2,4 mil hectares após cheias que atingiram a região entre 2020 e 2022.

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