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Petrobras, Prio, Equinor e chinesas arrematam blocos de exploração de pré-sal em leilão com pouca disputa

Petrobras, Prio, Equinor e chinesas arrematam blocos de exploração de pré-sal em leilão com pouca disputa

Em maior leilão do pré-sal desde 2022, pouco mais de metade das áreas foi arrematada

Por Nicola Pamplona/Folhapress

07/10/2026 às 17:30

Foto: Agência Brasil/Arquivo

Imagem de Petrobras, Prio, Equinor e chinesas arrematam blocos de exploração de pré-sal em leilão com pouca disputa

Petrobras

Em um leilão com pouca disputa, o governo Lula concedeu, na manhã desta segunda-feira (7), sete áreas para exploração de petróleo no pré-sal. Outras seis áreas ficaram sem oferta. Ao todo, a arrecadação com bônus de assinatura ficou em R$ 503,4 milhões.

As empresas brasileiras Petrobras e Prio e a norueguesa Equinor foram as maiores vencedoras, com dois blocos cada uma —a portuguesa Galp entrou em uma das áreas, como sócia da Equinor. A sétima foi arrematada por um consórcio formado pelas chinesas CNOOC e Sinopec.

O leilão ofereceu 13 blocos do pré-sal, o maior pacote desde o início do modelo atual de leilões de áreas para exploração de petróleo no país, em 2022. Teve também o maior número de áreas arrematadas no período. Os investimentos mínimos para os blocos são de R$ 778,4 milhões.

Não houve disputa por nenhuma das áreas: os vencedores foram os únicos a apresentar proposta para cada lote. Na avaliação de executivos do setor, o cenário reflete uma nova estratégia das petroleiras para o pré-sal.

O presidente da PPSA (Pré-Sal Petróleo SA), Luiz Fernando Paroli, disse que, como já não são áreas gigantes como no passado, as empresas têm optado por pegar áreas próximas a outros blocos que já operam, para aproveitar ganhos de eficiência.

A Equinor, por exemplo, arrematou uma área próxima a Bacalhau, campo em que já produz petróleo na bacia de Santos. "É uma área que a gente já conhece", disse a vice-presidente de Gestão de Ativos no Brasil, Letícia Andrade. "E aí existe sempre uma possibilidade de potencial sinergia".

A Prio estreou em contratos de partilha da produção —que têm a PPSA como sócia, gerindo a participação do governo— ao arrematar duas áreas perto dos campos Wahoo e Frade, que opera na bacia de Campos. Em nota, a empresa disse que, em caso de descoberta, pode conectar os poços à plataforma de Frade.

Se todas as áreas do pré-sal fossem concedidas, o governo arrecadaria R$ 1,24 bilhão apenas em bônus de assinatura —nesses leilões, o bônus é fixo e vence a disputa a empresa ou o consórcio que oferecer a maior fatia da produção futura ao governo.

Apesar da pouca disputa, houve ágio na parcela do governo em todos os blocos arrematados, o que beneficia a arrecadação no futuro. Para Paroli, os ágios são explicados pelos ganhos de eficiência esperadas pelas empresas. "Como os custos serão menores, elas podem pagar mais ágio".

Ao todo, 19 empresas estavam inscritas para essa etapa do leilão —dentre elas, a Petrobras e algumas gigantes mundiais já com presença no Brasil, como as americanas Exxon e Chevron, a francesa TotalEnergies e a inglesa Shell, que preferiram não fazer ofertas.

No leilão desta tarde, a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) vai oferecer 313 blocos fora do pré-sal, em nove bacias sedimentares nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste. Em cinco delas, há blocos em terra. Nas outras quatro, blocos em águas profundas ou ultraprofundas.

Na margem equatorial, principal aposta para a reposição das reservas brasileiras, a única bacia presente é a do Ceará, que ainda não teve exploração e produção em águas profundas. Não há oferta de blocos na bacia da Foz do Amazonas, onde a Petrobras fez sua segunda descoberta na semana passada.

Na segunda (5), a ANP anunciou a retirada de cinco blocos na bacia do Parnaíba, que era o alvo de ação civil pública movida pelo Arayara. A agência afirmou ter detectado erros na delimitação das áreas que conflitavam com critérios socioambientais.

Para essa etapa, estão inscritas 46 empresas de diversos portes, incluindo a Petrobras, algumas gigantes globais e pequenas petroleiras especializadas em áreas terrestres.

Em discurso antes do leilão, o secretário de Petróleo e Gás do MME (Ministério de Minas e Energia), Renato Dutra, afirmou que o governo trabalha para ampliar a oferta de áreas exploratórias no país, com a adição, nos próximos meses, de cerca de 50 novos blocos na bacia de Pelotas, na região Sul.

Na semana passada, a ANP propôs o desenho de 501 novos blocos na margem equatorial brasileira, em uma área equivalente ao tamanho do Japão.

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