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Número 2 da articulação política do governo reage a ameaças de Eduardo Bolsonaro contra Itamaraty
Número 2 da articulação política do governo reage a ameaças de Eduardo Bolsonaro contra Itamaraty
Marcelo Costa, que é diplomata, critica tentativas de intimidação por ex-deputado
Por Fábio Zanini/Folhapress
15/10/2026 às 18:30
Foto: Carlos França/Agência Senado/Arquivo
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro
Número dois da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, o diplomata Marcelo Costa reagiu a uma nova postagem do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro em que ameaça retaliar a atual gestão do Itamaraty.
No texto, Eduardo, que vive nos EUA e é cotado para ser chanceler em eventual governo do irmão Flávio, critica a existência de uma "Assessoria de Participação Social e Diversidade" e de uma "Assessoria Especial para a Transversalização de Gênero" no Ministério das Relações Exteriores.
"Não é piada. É o seu imposto", diz o ex-deputado, que acrescenta que "isso não é diplomacia, é aparelhamento". Ele finaliza dizendo que "se Deus quiser, em 2027 isso acaba", em referência à possível eleição de Flávio.
Secretário-executivo da pasta, que é a responsável pela coordenação política do governo Lula, Costa afirmou em uma postagem no Instagram que "mais uma vez testemunhamos uma lamentável tentativa de intimidação e ataque ao Itamaraty por parte do ex-deputado Eduardo Bolsonaro".
Segundo o diplomata, "os alvos são sempre os mesmos: os servidores públicos, a sociedade civil (no fundo, a própria essência da democracia) e as mulheres em particular".
"Trata-se claramente de mais uma tentativa por parte dele de disseminar desinformação e sorrateiramente defender interesses estrangeiros e não dos brasileiros".
Entre servidores do Itamaraty o clima de preocupação com possíveis retaliações de um eventual governo Flávio é grande, em razão das ameaças abertas proferidas por Eduardo.
No final de setembro, em um vídeo, o deputado eleito prometeu que haverá uma "faxina" no Itamaraty, como punição a diplomatas que teriam sabotado o governo de seu pai, Jair Bolsonaro.
