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Ireuda Silva alerta para desafios enfrentados por mulheres em ambientes profissionais dominados por homens

Ireuda Silva alerta para desafios enfrentados por mulheres em ambientes profissionais dominados por homens

Por Redação

22/10/2026 às 10:47

Foto: Divulgação/Arquivo

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Ireuda Silva

A vereadora Ireuda Silva (Republicanos), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara Municipal de Salvador, chamou a atenção para os desafios enfrentados pelas mulheres em ambientes profissionais predominantemente masculinos. Um estudo liderado pela London School of Economics (LSE), do Reino Unido, aponta que mulheres que trabalham nesses espaços sentem mais dificuldade para admitir erros e demonstram menos confiança de que as falhas possam se transformar em oportunidades de aprendizado.

“Esse estudo mostra que a desigualdade de gênero também se manifesta de formas silenciosas, que nem sempre aparecem nas estatísticas ou nas regras formais das empresas. Muitas mulheres sentem que precisam provar sua competência o tempo inteiro e que um erro pode ser usado para questionar sua capacidade profissional. Isso gera uma pressão adicional que os homens nem sempre enfrentam na mesma intensidade”, avalia Ireuda.

Publicado na revista científica Frontiers in Organizational Psychology, o levantamento ouviu mais de 1,4 mil profissionais do setor financeiro de Londres, dos quais 81% eram mulheres. Os resultados indicaram que, em equipes nas quais pelo menos 75% dos integrantes são homens, as funcionárias relataram menos conforto para reconhecer erros e menor confiança na possibilidade de aprender com essas experiências. Em ambientes com predominância feminina, essa diferença desaparece.

Para a vereadora, os resultados reforçam a necessidade de promover ambientes de trabalho mais seguros e igualitários, nos quais as mulheres possam desenvolver suas habilidades sem o peso de julgamentos desproporcionais. “Não podemos naturalizar uma cultura em que a mulher precise ser impecável para ser respeitada, enquanto os erros dos homens são vistos como parte do processo de crescimento”, afirma.

A pesquisa também identificou que homens e mulheres esperam sanções formais semelhantes diante de erros equivalentes. A diferença está principalmente no receio de consequências informais, como danos à reputação, questionamentos sobre a competência e prejuízos à posição profissional.

Entre as medidas recomendadas pelo estudo estão a atuação de lideranças para estimular a transparência sobre os próprios erros e a criação de redes de mentoria e espaços de apoio para mulheres. Segundo os pesquisadores, a falta de segurança psicológica pode prejudicar não apenas as profissionais, mas também as organizações, ao dificultar o aprendizado e limitar a inovação.

 

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