Desemprego fica em 5,2% e tem menor taxa até setembro na série histórica
Por Leonardo Vieceli/Folhapress
30/10/2026 às 09:16
Foto: Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil
A taxa de desemprego do Brasil ficou em 5,2% no trimestre até setembro
A taxa de desemprego do Brasil ficou em 5,2% no trimestre até setembro, após marcar 5,4% nos três meses encerrados em junho, que servem de base de comparação, apontam dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados nesta sexta-feira (30).
O indicador é o menor para o intervalo até setembro na série histórica da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), iniciada em 2012.
O resultado veio em linha com as projeções do mercado financeiro. A mediana das estimativas coletadas pela agência Bloomberg também era de 5,2%.
Nas estatísticas oficiais, uma pessoa de 14 anos ou mais que não tem emprego precisa estar à procura de oportunidades para ser considerada desempregada. Não basta só não trabalhar.
A taxa de desocupação estava em 5,3% no trimestre até agosto. O IBGE, contudo, evita a comparação direta entre intervalos com meses repetidos. É o caso dos períodos encerrados em agosto e setembro.
O mercado de trabalho ainda mostra força, mas deu sinais mais claros de desaceleração nas últimas divulgações do IBGE, segundo economistas.
A perda de ritmo ocorreu em um cenário de juros altos para conter a inflação no país.
A divulgação desta sexta ocorre em um momento no qual o Brasil discute os eventuais impactos do fim da escala 6x1 (seis dias de trabalho e um de folga na semana). A medida entra em vigor em meados de dezembro.
O desemprego baixo para os padrões brasileiros reflete uma combinação de fatores. O principal, dizem analistas, é o desempenho positivo da atividade econômica nos últimos anos.
Outra questão citada é a mudança demográfica. Com o envelhecimento da população, a tendência é de que uma parcela dos brasileiros saia do mercado e deixe de buscar ocupação.
Isso reduz a pressão da procura sobre a taxa de desemprego, mas desafia o sistema previdenciário, porque a demanda por aposentadorias tende a crescer.
O avanço da tecnologia também influencia o contexto. O Brasil tinha cerca de 2 milhões de pessoas exercendo o trabalho principal ou secundário por meio de aplicativos de serviços em 2025, conforme módulo anual da Pnad divulgado pelo IBGE em setembro.
