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Datafolha: Celina Leão mantém liderança no DF com 60% dos votos válidos, contra 40% de Grass

Datafolha: Celina Leão mantém liderança no DF com 60% dos votos válidos, contra 40% de Grass

Índices são os mesmos de pesquisa divulgada em 8 de outubro

Por Mateus Vargas/Folhapress

22/10/2026 às 20:45

Foto: Reprodução

Imagem de Datafolha: Celina Leão mantém liderança no DF com 60% dos votos válidos, contra 40% de Grass

Celina Leão e Leandro Grass

Celina Leão (PP) mantém a liderança na disputa do segundo turno para o Governo do Distrito Federal, mostra pesquisa Datafolha.

A candidata à reeleição tem 60% das menções de votos válidos, que excluem nulos, brancos e indecisos, contra 40% de Leandro Grass (PT). Os índices são os mesmos do último levantamento, divulgado em 8 de outubro.

Quando são considerados os votos totais, Celina tem 54% das menções, ante 37% do adversário. Outros 7% dizem votar nulo, em branco ou nenhum, e 2% afirmam que não sabem.

A pesquisa Datafolha foi contratada pela TV Globo e pelo jornal Folha de São Paulo e ouviu 910 eleitores de todas as regiões do Distrito Federal de terça-feira (20) a esta quinta-feira (22). O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral com os códigos DF-01738/2026 e BR-00875/2026.

A margem de erro da pesquisa é de três pontos para mais ou para menos.

No levantamento anterior, divulgado em 8 de outubro, Celina vencia Grass por 55% a 37% em votos totais, brancos, nulos e nenhum somavam 5%, e indecisos, 3%.

Na pesquisa espontânea, em que não é apresentado o cartão com os nomes dos candidatos, Celina manteve a vantagem de 47% a 29% sobre o adversário do PT.

No total, 89% dos eleitores de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno pretendem votar nela, enquanto 5% preferem Grass. Outros 5% mencionam intenção de voto em branco ou nulo e 1% não opinou.

Já entre os eleitores de Lula (PT), 78% dizem que vão votar em Grass, 15% em Celina, 4% em branco ou nulo e 3% não opinaram.

A governadora tem intenção de voto mais alta entre os homens do que entre as mulheres (61%, ante 49%) e entre os evangélicos (67%, ante 51% entre os católicos).

Entre eleitores de Paula Belmonte (PSDB), terceira colocada no primeiro turno, 66% dizem votar em Celina, 27% em Grass, e 7% em branco, nulo ou nenhum. A tucana anunciou neutralidade.

Avaliação da governadora

Celina Leão tem o seu trabalho aprovado por 54% dos eleitores e desaprovado por 40%. Uma parcela de 7% não opinou. Os índices são similares aos do levantamento anterior.

O percentual de eleitores que dizem avaliar o governo como ótimo ou bom se manteve em 32%. A avaliação regular também é a mesma da última pesquisa, mencionada por 34% dos entrevistados. Já 31% consideram ruim ou péssimo o governo, ante 29%, e 3% não opinaram.

A disputa pelo comando do Distrito Federal foi levada ao segundo turno por uma margem pequena de votos. A atual governadora obteve 49,93% dos votos válidos, contra 34,47% do petista.

Celina passou a comandar a capital federal em março de 2026, depois de Ibaneis Rocha (MDB) deixar o governo com a intenção de disputar uma vaga ao Senado –em julho, ele anunciou a desistência da candidatura em meio ao desgaste envolvendo a tentativa frustrada de compra do Banco Master pelo BRB (Banco de Brasília). Antes, ela foi deputada distrital e federal.

A governadora aposta no apoio de Flávio Bolsonaro (PL), candidato a presidente, e dos principais nomes da direita na capital federal: Michelle Bolsonaro (PL), Bia Kicis (PL), eleitas para o Senado, e Damares Alves (Republicanos), que já ocupa uma vaga na Casa.

Já a campanha de Grass, que deixou a presidência do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) em abril, ganhou fôlego com a saída de José Roberto Arruda (PSD), ex-governador do DF de 2007 a 2010, da disputa.

O candidato do PSD chegou a aparecer empatado tecnicamente com Celina em simulação de primeiro turno da pesquisa Datafolha de 21 de agosto, mas teve o registro de candidatura rejeitado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) no fim de setembro por causa de condenações por improbidade no caso da Operação Caixa de Pandora.

O próximo governador herdará a crise do BRB, tema explorado na disputa eleitoral. Criticada por adversários pelo rombo no banco, Celina tenta se distanciar do caso e busca empréstimo de até R$ 6,6 bilhões junto ao FGC (Fundo Garantidor de Crédito) para recompor o caixa da instituição.

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