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Apoio de governadores a Flávio pode compensar possível crescimento do voto de Lula na Bahia, avalia deputado
Apoio de governadores a Flávio pode compensar possível crescimento do voto de Lula na Bahia, avalia deputado
Por Política Livre
22/10/2026 às 19:15
Foto: Sandra Travassos/Agência Alba
O deputado estadual Samuel Júnior
O eventual crescimento da votação do presidente Lula (PT) na Bahia no segundo turno pode ser compensado pelo desempenho do senador Flávio Bolsonaro (PL) em outros estados, na avaliação do deputado estadual Samuel Júnior, reeleito pelo PL para a Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). O parlamentar considera que, assim como o governador Jerônimo Rodrigues (PT) tem intensificado a mobilização em favor de Lula no Estado, Flávio conta com o apoio de ao menos 12 governadores eleitos no primeiro turno em diferentes regiões do país, que podem contribuir para equilibrar a disputa nacional.
Samuel Júnior avalia que a mobilização da oposição baiana em favor de Flávio Bolsonaro pode ajudar a manter a votação alcançada pelo presidenciável do PL no primeiro turno e não descarta ampliar o percentual de votos para reduzir a vantagem de Lula no Estado. “Se na Bahia a gente conseguir manter o percentual que Flávio teve no primeiro, já é um avanço. Se a gente conseguir aumentar a votação, e diminuir a vantagem de Lula, melhor ainda”, afirmou a este Política Livre.
No primeiro turno, Lula teve 66,17%, 5.664.771 votos na Bahia, enquanto Flávio Bolsonaro obteve 2.442.585 votos dos baianos, ou 28,53%. No segundo turno de 2022, Lula alcançou 72,12% dos votos válidos no estado, contra 27,88% do então presidente Jair Bolsonaro (PL).
Apesar da desvantagem na Bahia, Flávio terminou o primeiro turno na frente de Lula no resultado nacional, com 56.104.503 votos (47,03%), ante 53.879.538 (45,16%) do presidente, uma diferença de pouco mais de 2,2 milhões de votos.
Samuel Júnior afirma não ver margem para mudança acentuada capaz de provocar perda de votos para o candidato do PL. Na avaliação dele, o eleitorado já está consolidado, enquanto o arco de alianças de Flávio permite ao campo oposicionista trabalhar não apenas pela manutenção do resultado do primeiro turno, mas também pela ampliação da votação. “Não vejo lógica em Flávio perder voto”, declarou.
