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Ao lado de Michelle, Flávio diz que Jair Bolsonaro subirá rampa na posse e passa a faixa presidencial a ele
Ao lado de Michelle, Flávio diz que Jair Bolsonaro subirá rampa na posse e passa a faixa presidencial a ele
Por Thaísa Oliveira, Fernanda Brigatti o Isadora Albernaz, Folhapress
07/10/2026 às 17:10
Foto: Charles Vieira/Divulgação/Arquivo
O senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL)
O senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (7) que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), vai subir com ele a rampa do Palácio do Planalto em uma eventual posse, caso seja eleito no segundo turno contra o presidente Lula (PT).
"Ele [Jair Bolsonaro] vai subir aquela rampa junto com a gente e vai colocar a faixa no filho dele", afirmou Flávio. O ex-presidente cumpre prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado. Ele foi condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a 27 anos e 3 meses de prisão no ano passado.
Flávio e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, reuniram-se nesta quarta com os parlamentares e governadores do partido eleitos. O PL elegeu 121 deputados federais e 19 senadores —chegando a 28, considerando os que estão na metade do mandato.
Em discurso aos aliados, Flávio também ironizou as estratégias da campanha de Lula.
"O Brasil realmente virou de verdade, mas a gente precisa dar continuidade a isso. A gente vai ganhar a eleição, como sempre falei, desde o primeiro dia, é pela política. Quem tem voto no Brasil é a gente. Não é artista, famosinho, não é influencer. É deputado, senador, governador. E a gente que já passou pelo crivo das urnas algumas vezes sabe o que é manter a credibilidade, buscar aumentar a votação", disse.
Flávio fez as declarações ao lado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), senadora eleita pelo Distrito Federal. Em sua fala, Michelle também disse que o anseio do marido é "estar nas ruas" e que, sozinho, o ex-presidente é uma ameaça para ele mesmo.
"Para o meu marido, não é engano para ninguém que, se a gente não estiver ao lado dele, ele é uma ameaça para ele mesmo. Ele [sozinho] não toma medicação, não se alimenta, não faz as atividades. Tive que conciliar [a campanha] com o cuidado com ele. A prioridade, eu sempre falei, é ele estar bem. Esse é um momento difícil [...] para um homem que foi tirado da tomada não é fácil. Ele é um siri na lata. O anseio dele é estar nas ruas, é o que a gente faz, é o que nos move."
O ministro do STF Kassio Nunes Marques afirmou que deve analisar o caso que pode levar à soltura do ex-presidente somente após o segundo turno. De acordo com o gabinete do ministro, uma decisão antes da conclusão do pleito poderia ser considerada uma interferência nas eleições.
A decisão de Kassio foi revelada pela Folha na segunda (5).
O partido também elegeu em primeiro turno cinco governadores: Jorginho Mello em Santa Catarina; o deputado federal Luciano Zucco no Rio Grande do Sul; o senador Sergio Moro no Paraná; o ex-prefeito Arthur Henrique em Roraima; e o senador Marcos Rogério em Rondônia.
O número pode chegar a seis, caso seja confirmada a vitória de Douglas Ruas no Rio de Janeiro contra o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), cujo resultado ainda depende da decisão da Justiça Eleitoral sobre os votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos).
