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Alcolumbre adia votação da PEC da Segurança após racha no PT e disputa com PL sobre redução da maioridade
Alcolumbre adia votação da PEC da Segurança após racha no PT e disputa com PL sobre redução da maioridade
Governo Lula queria aprovação célere do texto para explorar a proposta como vitrine eleitoral
Por Carolina Linhares/João Gabriel/Folhapress
15/10/2026 às 19:45
Foto: Ton Molina/Agência Senado
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP)
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), decidiu, nesta quinta-feira (15), tirar a PEC (proposta de emenda à Constituição) da Segurança Pública da pauta do plenário da Casa, argumentando ter sido criticado pelo governo e pela oposição.
A votação da PEC aconteceria em meio a um impasse em relação à redução da maioridade penal, medida defendida por Flávio Bolsonaro (PL) que a oposição capitaneada pelo PL pretendia incluir no texto.
Já a base do governo Lula (PT) queria aprovar a matéria sem novas alterações para que a proposta não voltasse para a análise da Câmara e fosse promulgada antes do segundo turno da eleição presidencial.
A expectativa dos governistas é a de que a PEC seja votada na próxima semana. Para os aliados do presidente Lula, é importante que o texto seja aprovado a tempo de ser usado como vitrine eleitoral. O petista pretende criar o Ministério da Segurança Pública assim que a PEC for promulgada.
Segundo senadores ouvidos pela reportagem, Alcolumbre decidiu postergar a votação porque não havia acordo entre governo e oposição a respeito da redução da maioridade penal, após um vaivém do PT em relação ao tema.
A discussão a respeito da maioridade penal ameaçava ofuscar os ganhos do PT com a PEC da Segurança, de modo que o líder da oposição e coordenador da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), acusou Alcolumbre de atender os interesses do Palácio do Planalto ao adiar a votação.
Governistas negam que tenham pedido ao presidente do Senado a retirada de pauta. Alcolumbre afirmou, na sessão, que o adiamento era uma decisão exclusivamente dele.
"Nós vamos aguardar os entendimentos dos senadores e das senadoras sobre o tema, sobre o texto, sobre a emenda, porque agora eu estou sendo o culpado de que emendas que foram apresentadas vão alterar o texto, de que vai voltar para a Câmara, e não pode ser uma discussão açodada", disse Alcolumbre, reclamando de ter ficado no meio da briga entre governo e oposição a respeito da PEC.
