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Na reta final, campanha de Lula reforça atos de rua e presença do presidente nos estados
Na reta final, campanha de Lula reforça atos de rua e presença do presidente nos estados
Por Gabriela Echenique e Fábio Zanini, Folhapress
21/09/2026 às 18:10
Foto: Ricardo Stuckert/PR/Arquivo
O presidente Lula (PT)
Na reta final da campanha antes do primeiro turno, a campanha de reeleição do presidente Lula (PT) promete fazer mais atos de rua. O objetivo é mobilizar os eleitores, especialmente os de nível de renda menor, que têm uma tendência maior à abstenção.
Nesta semana, a campanha planeja que o presidente vá a pelo menos três estados. Na quarta (23), irá ao Rio de Janeiro para um encontro com personalidades culturais.
Na quinta (24), a Alagoas, para um ato ao lado de Renan Filho (MDB), candidato ao governo. Na sexta (25), deve ir a Pernambuco, onde fará uma caminhada com João Campos (PSB).
A ideia é se aproximar mais do eleitor e levar assuntos que interferem no dia a dia da população. O tom a ser adotado é o de que, se Flávio Bolsonaro (PL) vencer, o salário mínimo será congelado e a escala 6x1 será mantida.
O discurso é um contraponto ao adotado pelo bolsonarista, que tem insistido nas declarações de que o custo de vida está mais alto sob o governo petista.
No final de semana, um dos coordenadores da campanha de Lula, o ministro Guilherme Boulos, deu o tom durante uma assembleia popular em Campo Limpo, São Paulo.
"O que vai acontecer neste país se Flávio Bolsonaro ganhar a eleição para presidente? Quem vai mandar no Brasil não é ele, não. Quem vai mandar no Brasil é o Trump, pra tomar nossas riquezas e levar para enriquecer eles", disse.
No domingo (20), como mostrou o Painel, a campanha petista inaugurou um espaço na capital paulista para recrutar voluntários no estado.
Integrantes da campanha defendem que Lula esteja mais na rua e menos em eventos fechados. Petistas têm reforçado que é importante que o presidente seja visto e que isso tem o poder de convencer quem hoje está indeciso. O objetivo, segundo aliados, é converter votos.
A preocupação da campanha tem ficado mais latente após Flávio se aproximar do petista. Segundo a última pesquisa Datafolha, Lula tem 39% das intenções de voto contra 36% de Flávio - os dois estão tecnicamente empatados.
