Investigações da Polícia Federal mudam núcleo próximo da campanha de Lula
Por Política Livre
06/09/2026 às 10:31
Foto: Pedro França/Arquivo/CNJ
O presidente Lula
O núcleo mais próximo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sofreu uma reformulação no momento em que tenta o quarto mandato. A dinâmica da campanha eleitoral e investigações da Polícia Federal (PF) que atingiram aliados forçaram mudanças e promoveram um reequilíbrio de forças, informou o jornal O Globo deste domingo (06).
Nomes como o senador Jaques Wagner (PT), alvo de investigação da PF no caso do Banco Master, deixaram o núcleo principal da campanha à reeleição, enquanto o ministro da Comunicação Social, o baiano Sidônio Palmeira, ganharam mais espaço.
O grupo com ligação maior ao presidente é formado hoje pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva; pelo ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, candidato petista ao governo de São Paulo; e por Paulo Okamotto, ex-presidente da Fundação Perseu Abramo.
Também se aproximaram o tesoureiro da campanha, José de Filippi Júnior, e Gilberto Carvalho, responsável pela agenda. Na área econômica, os ministros Dario Durigan (Fazenda) e Bruno Moretti (Planejamento), além do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, são as principais referências.
Interlocutores de Lula, no entanto, avaliam que o presidente mantém o estilo centralizador, o que reduz o poder de influência do entorno. Entre os integrantes do grupo, Okamotto é tido como alguém que "fala de igual para igual" com o chefe da nação. Cabe a ele a organização da logística da campanha e a mobilização, seja em eventos ou nas redes.
A formulação das mensagens gravadas por Lula passa por Sidônio Palmeira, que, mesmo tendo continuado no governo, mantém influência na campanha por meio do marqueteiro baiano Raul Rabelo, indicado pelo ministro. Um dos desafios estratégicos segue sendo a aproximação com o mundo evangélico, tarefa que tem a ajuda da primeira-dama Janja da Silva.
Na área econômica, há uma mudança. Durigan virou interlocutor de Lula junto ao empresriado, especialmente após os ruídos gerados pelas falas do ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli, enquanto o plano de governo estava sendo formulado.
Por outro lado, Lula se distanciou de Jaques Wagner, que deixou a liderança do governo no Senado. Amigo do presidente há mais de 40 anos, ele se distanciou e passou a cuidar da própria campanha à reeleição na Bahia após ser investigado pela PF no caso Master.
O ex-ministro da Casa Civil Rui Costa (PT) e a ex-ministra das Relações Institucionais Gleisi Hoffmann (PT) também se afastaram do presidente para se dedicarem às campanhas ao Senado na Bahia e no Paraná, respectivamente.
1 Comentário
Nilson
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06/09/2026
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09:03
