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Bolsonaro foi terrorista ao tentar dar golpe, diz Lula em crítica a Trump

Bolsonaro foi terrorista ao tentar dar golpe, diz Lula em crítica a Trump

Por Bruna Fantti e Italo Nogueira, Folhapress

18/09/2026 às 13:58

Atualizado em 18/09/2026 às 16:42

Foto: Ricardo Stuckert/PR/Arquivo

Imagem de Bolsonaro foi terrorista ao tentar dar golpe, diz Lula em crítica a Trump

O presidente Lula (PT)

O presidente Lula (PT), candidato à reeleição, afirmou nesta sexta-feira (18) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fez parte de um grupo terrorista ao planejar um golpe em 2022.

A declaração foi dada quando o petista voltava a criticar a decisão do presidente norte-americano, Donald Trump, de considerar como organizações terroristas as facções criminosas brasileiras CV (Comando Vermelho) e PCC (Primeiro Comando da Capital).

"Eu não aceito a ideia de que as facções bandidas são terroristas, como diz o Trump. Quando o Trump fala em terrorismo, ele fala em terrorismo de Estado. Ele fala da luta pela briga pelo poder. Quem era isso? Era o Bolsonaro tentando dar o golpe de 8 de janeiro. Isso é terrorismo. Pensando em matar Lula, [vice-presidente Geraldo] Alckmin e matar até o Alexandre de Moraes [ministro do STF]. Esse era o plano. Isso é terrorismo de Estado", disse Lula.

O petista faz referência ao plano "Punhal Verde e Amarelo" identificado pela Polícia Federal, elaborado, segundo as investigações, pelo general da reserva Mario Fernandes. Ele foi secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência durante o governo Bolsonaro.

Lula esteve no Rio de Janeiro para acompanhar as ações integradas entre os governos federal, estadual e municipal para o enfrentamento ao crime organizado. Apesar das críticas a Trump, ele comparou as facções a terroristas.

"Estamos falando de terrorista na periferia. Porque esses bandidos são terroristas para a família que mora no bairro, para as pessoas que estão na escola, para as pessoas que querem dançar num baile qualquer na periferia, para as pessoas que têm que pagar pedágio por conta do gás, que têm que pagar pedágio por conta dos benefícios que o governo oferece. Esse é terrorismo", afirmou.

A declaração foi dada dois dias após o governo Trump afirmar que o Brasil "falhou em confrontar" o PCC e o CV e que as duas facções transformaram o país em um centro para o fluxo global de cocaína. A crítica aparece em um documento enviado pela Casa Branca ao Congresso americano na terça-feira (15).

Em maio, os Estados Unidos classificaram as duas facções como organizações terroristas.

No evento no Rio de Janeiro, Lula assinou convênios para asfixiar a logística do crime organizado e permitir a retomada de territórios dominados por organizações criminosas. Ele criticou a interferência de políticos na área de segurança pública.

"Aqui no Rio ficou uma coisa mais grave, porque o governador [Ricardo Couto] diz todo dia que todas as repartições aqui tinha um deputado que manda. Aliás, tem deputado que manda mais que uma repartição, tem deputado que manda em duas, três. Então, não pode dar certo", afirmou.

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