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Roma diz que neutralidade do Republicanos enfraquece Flávio Bolsonaro, mas aposta em prioridade da legenda na Bahia
Roma diz que neutralidade do Republicanos enfraquece Flávio Bolsonaro, mas aposta em prioridade da legenda na Bahia
Por Política Livre
04/08/2026 às 17:45
Atualizado em 04/08/2026 às 17:44
Foto: Política Livre
O presidente do PL na Bahia e candidato ao Senado João Roma
O presidente do PL na Bahia e candidato ao Senado na chapa encabeçada por ACM Neto (União Brasil), João Roma, avaliou que a decisão do Republicanos de adotar neutralidade na disputa pela Presidência da República representa um revés para a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). Apesar disso, o ex-ministro afirmou que, na Bahia, a prioridade da legenda é derrotar o grupo político liderado pelo PT no Estado, o que mantém a aliança com a oposição ao governo Jerônimo Rodrigues (PT).
A Executiva Nacional do Republicanos decidiu não declarar apoio formal a nenhum candidato ao Palácio do Planalto, optando por uma posição de neutralidade entre Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para Roma, a definição tem impacto direto na construção da candidatura presidencial do PL.
"Óbvio que cada candidatura tem que lutar para fazer a sua mais ampla aliança, como é o caso aqui da Bahia, que nós conseguimos construir uma ampla aliança com muitos vetores importantes para trabalhar junto e fazer a mudança no nosso Estado. Nacionalmente, o ideal é que também se conseguisse replicar esse arco de alianças e, infelizmente, isso não foi possível no caso do Republicanos", afirmou, na tarde desta terça-feira (4), durante o evento “Encontro com Candidatos ao Governo da Bahia”, que contou com a presença dos candidatos ao governo ACM Neto e Jerônimo Rodrigues, no Teatro Sesc Casa do Comércio.
Questionado se a posição do partido enfraquece a candidatura de Flávio Bolsonaro, Roma foi direto: "Óbvio", respondeu.
“No âmbito estadual, o Republicanos percebe com clareza que há uma prioridade. A prioridade é mudar os rumos que a Bahia está adotando atualmente. Nós temos aí 20 anos de bonitas propagandas no período eleitoral, 20 anos de muitas promessas, mas o PT infelizmente não entregou o que prometeu, não melhorou a vida do povo baiano. Portanto, é fundamental que a gente consiga mudar a Bahia para que cada filho de Deus possa melhorar de vida no estado da Bahia", declarou, ao comentar o cenário local.
Sobre a formação da chapa presidencial do PL, João Roma afirmou que ainda não há definição sobre quem será o candidato a vice-presidente de Flávio Bolsonaro, mas citou nomes que vêm sendo especulados nos bastidores.
Entre eles, destacou a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques, com quem trabalhou durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
"Ouvi falar do nome da Daniela Marques, que trabalhou comigo no governo passado. Ela era o braço direito do ministro Paulo Guedes, foi presidente da Caixa Econômica Federal, uma mulher muito dinâmica, respeitada. Acho que agregaria muito", disse.
Roma também mencionou a ex-ministra da Agricultura Teresa Cristina (PP), mas ponderou que sua indicação dependeria de um eventual acordo político entre o Progressistas e o PL.
"Houve também o nome da Teresa Cristina, um grande nome. Mas, não havendo a aliança do Progressistas com o candidato Flávio, fica inviável, por exemplo, o nome dela. Cada um desses nomes precisa ser analisado dentro dos entendimentos das alianças partidárias", afirmou.
