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Quaest: ACM Neto e Jerônimo estão em empate técnico na disputa pelo governo do Estado
Quaest: ACM Neto e Jerônimo estão em empate técnico na disputa pelo governo do Estado
No segundo turno, situação persiste, e ex-prefeito marca 44% das intenções de voto, ante 41% do governador
Por João Pedro Pitombo/Folhaprss
27/08/2026 às 19:51
Atualizado em 27/08/2026 às 23:06
Foto: Reprodução
ACM Neto (União Brasil) e Jerônimo Rodrigues (PT)
O ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), com 39% das intenções de voto, e o governador Jerônimo Rodrigues (PT), com 37%, aparecem tecnicamente empatados na corrida pelo para o Governo da Bahia, aponta pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (27).
Os candidatos Ronaldo Mansur (PSOL), Ariel Capistrano (DC), Aroldo Felix (UP) e Maria Bona (PCO) marcaram 1% das intenções de voto cada.
Os votos em branco, nulo e pessoas que não vão votar somam 8%, e outros 12% dos eleitores disseram estar indecisos.
O levantamento, encomendado pela TV Bahia e registrado na Justiça Eleitoral sob o número BA-06206/2026, ouviu 900 eleitores com 16 anos ou mais na Bahia de domingo (23) até quarta-feira (26). A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
Em um eventual segundo turno, o empate técnico persiste. ACM Neto marcou 44% das intenções de voto contra 41% de Jerônimo. Outros 9% se disseram indecisos e 6% são brancos e nulos.
Na pesquisa anterior, divulgada em 27 de julho, o ex-prefeito de Salvador aparecia com 43% e o petista tinha 39% em simulação de segundo turno. Os indecisos eram 11% e outros 7% disseram votar em branco ou nulo.
Na disputa pelo Senado, o ex-governador Rui Costa (PT) lidera com 23% das intenções, considerando a combinação de votos totais, e o senador Jaques Wagner tem 17%.
Na sequência aparecem os candidatos do campo da oposição: o ex-ministro João Roma (PL), com 7%, e o senador Angelo Coronel (Republicanos), com 5%.
Delliana Ricelli (PSOL) marcou 2%. Carlos Sodré (Mobiliza), Marcelo Carvalho (Rede), Marcelo Millet (PCO) e Marcelo Santtana (DC) tiveram 1% cada. Gregorio Gould (UP) não pontuou.
Outros 22% dos eleitores afirmaram estar indecisos e 20% disseram votar em branco, nulo ou indicaram que não vão votar.
A sucessão ao Governo da Bahia repete embate de 2022 entre Jerônimo e ACM Neto. Desta vez, contudo, a disputa tem novos ingredientes, como uma chapa puro-sangue petista, formada pelo governador e dois ex-governadores, e uma oposição unificada no Estado.
Assim como em 2022, o PT adotou uma estratégia de nacionalizar a disputa em busca de um voto casado em Jerônimo e Lula. O partido busca ampliar sua hegemonia no estado,
ACM Neto, que adotou uma estratégia de neutralidade em relação à eleição nacional e não declarou voto em 2022, agora sinaliza apoio a Ronaldo Caiado (PSD), mas sem fazer campanha para aliado. A estratégia tem sido focar temas estaduais e evitar embates diretos com o presidente Lula.
Ao contrário de 2022, quando o PL correu em raia própria, os maiores partidos da oposição estão unidos na Bahia. O grupo foi reforçado com a chegada do senador Angelo Coronel, que foi eleito em 2018 dentro da aliança petista.
