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Motta avisa que não há consenso para votar PL da misoginia, defendido por Janja

Motta avisa que não há consenso para votar PL da misoginia, defendido por Janja

Governo acionou presidente da Câmara em prol do projeto, que equipara a misoginia ao racismo

Por Melissa Duarte/Estadão

11/08/2026 às 21:45

Atualizado em 11/08/2026 às 22:50

Foto: Marina Ramos/Câmara Dos Deputados

Imagem de Motta avisa que não há consenso para votar PL da misoginia, defendido por Janja

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB)

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou na tarde desta terça-feira, 11, que falta consenso para votar o projeto de lei da misoginia. A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, Janja, defendeu a aprovação da proposta em reunião com ministros e com líderes do governo durante a manhã.

Para Motta, há propostas mais consensuais entre os deputados do que essa, como o Projeto de Lei Complementar (PLP) dos Combustíveis, e que podem ir à votação durante esta semana de esforço concentrado. O presidente da Câmara também disse que o governo tem se mobilizado e que recebeu ligação da ministra das Mulheres, Márcia Lopes, a favor do texto.

“A misoginia é uma prioridade para a Câmara dos Deputados. Nós queremos fazer um debate dentro do colégio de líderes”, afirmou. “Não consigo ainda aqui cravar que o projeto da misoginia será votado nesta semana, porque dependo da deliberação do colégio de líderes. É importante ressaltar que há uma preocupação, principalmente, da Frente Parlamentar Evangélica de como o crime de misoginia será comprovado para vir a ser punido”.

Antes da chegada de Motta à Câmara, lideranças partidárias já haviam afirmado que o texto – que criminaliza a misoginia, isto é, condutas que discriminam e/ou incitam a violência contra a mulher – não deveria ser votado no plenário. A votação já havia sido adiada inicialmente em julho.

O filtro para a votação em plenário da Câmara passa pelo crivo da reunião de líderes realizada à tarde. Cabe a Motta a decisão final. Só que o colegiado das lideranças nem chegou a discutir o texto. A reunião foi interrompida após o líder da Federação PT-PCdoB-PV, deputado Pedro Uczai (PT-SC), passar mal.

O PL defendido por Janja equipara a misoginia ao racismo, crime inafiançável e imprescritível. O objetivo do texto, de autoria da Ana Paula Lobato (PSB-MA), é avançar no enfrentamento à violência de gênero. O projeto integra o Comitê do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, defendido pelo governo.

 

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