Home
/
Noticias
/
Brasil
/
Michelle Bolsonaro diz ter colocado pedra em crise com Flávio e expõe preferência por vice mulher
Michelle Bolsonaro diz ter colocado pedra em crise com Flávio e expõe preferência por vice mulher
'Qual família não tem problema?', diz ex-primeira-dama, que evita responder sobre Carlos e Eduardo
Por Carolina Linhares/Folhapress
11/08/2026 às 18:15
Atualizado em 11/08/2026 às 21:34
Foto: Vittor Sales/Divulgação PL
Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro com aliados na sede do PL, em Brasília, nesta terça (11)
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira (11) que colocou uma pedra na desavença com o enteado Flávio Bolsonaro (PL), logo após gravar uma peça de propaganda com ele.
"Colocamos uma pedra. Qual família não tem problema?", disse ela, sem detalhar como foi a conversa com Flávio.
Michelle, que é candidata ao Senado pelo Distrito Federal, disse que provavelmente não vai poder viajar em campanha para Flávio, já que Jair Bolsonaro (PL) cumpre prisão domiciliar.
Ela afirmou, porém, que Flávio pode contar com sua participação nas redes sociais e que as representantes do PL Mulher pelo país poderão apoiá-lo.
Questionada sobre a relação com Eduardo e Carlos Bolsonaro, se havia tido melhora como a de Flávio, ela não quis responder. "Olha só, não vou responder. Eu não vou polarizar. Um dia de cada vez. A gente está se ajustando. Mas eu não guardo mágoa de ninguém", disse.
Michelle também foi questionada a respeito do vice de Flávio, Alfredo Gaspar (PL-AL), que acabou sendo escolhido para o posto pelo senador apesar de ele ter dito, em diversas ocasiões, que queria uma mulher em sua chapa.
"É claro que eu, como representante das mulheres de bem do Brasil, gostaria que fosse uma mulher. Mas, se for um vice que vai ter um olhar especial para as mulheres, para as mães atípicas...", disse.
A ex-primeira-dama recordou a briga com Flávio, motivada pela decisão do PL de apoiar Ciro Gomes (PSDB) no Ceará. Ela atribuiu a Ciro a culpa pela inelegibilidade de Bolsonaro --foi uma ação do PDT, antigo partido do cearense, que ingressou com uma ação na Justiça Eleitoral que levou à punição do ex-presidente.
Michelle tentava emplacar no estado a aliada Priscila Costa (PL) como candidata ao Senado, mas a aliança com Ciro inviabilizou a chapa.
"Não fui tão respeitada no quesito autonomia para trazer a mulher para a política", disse, contando que buscou deixar a presidência do PL Mulher ainda em novembro, quando foi convencida pelo partido a apenas tirar uma licença.
Michelle disse ainda que Bolsonaro recebeu "com muita tristeza" a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), de proibir a visita de Flávio e dos demais filhos no Dia dos Pais. Ela afirmou, em comparação, que os criminosos tiveram "um saídão" para visitar os pais.
