Líderes evangélicos preferiam vice mulher para Flávio Bolsonaro
Por Anna Virginia Balloussier, Folhapress
05/08/2026 às 16:12
Foto: Vittor Sales/Divulgação
O senador Flávio Bolsonaro ao lado de se vice, Alfredo Gaspar
Lideranças evangélicas têm manifestado ressalvas sobre a capacidade do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) de alavancar votos para o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Relator da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) mista do INSS, Gaspar foi anunciado nesta quarta (5) como vice de Flávio.
Não foi a melhor escolha —ao menos é como pensam quatro líderes com quem o Painel conversou após o anúncio, todos frequentadores de reuniões evangélicas no Palácio do Planalto quando o pai do candidato, Jair Bolsonaro (PL), era presidente.
A avaliação de bastidor é que a presença de uma mulher na chapa traria maior apelo eleitoral e alcance estratégico.
Nomes como a vereadora Priscila Costa (PL-CE), a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) foram apontados por interlocutores como alternativas de maior peso. Ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques (Republicanos) corria por fora na preferência do grupo —Flávio dizia publicamente que ela era sua predileta.
O pastor Silas Malafaia, único do quarteto a falar abertamente sobre o tema, diz que apoia Flávio e vê seu vice como "um grande político" que fez um "trabalho formidável da CPI".
"Agora, eu acho, opinião minha, que uma mulher agregaria mais. Por exemplo, a Priscila Costa: nordestina, mãe de família, sabe falar. É uma opinião minha, não estou falando de preferência, é estratégia", disse.
Colegas de pastoreio acham que pode pesar contra a campanha o fato de Gaspar ser alvo de um inquérito aberto no STF (Supremo Tribunal Federal) por suspeita de estupro de vulnerável, fora responder a uma investigação por suspeita de desvio de emendas parlamentares. Sobretudo a acusação de violência sexual poderia provocar desgaste no eleitorado feminino.
Já Malafaia diz que a acusação é uma "falácia" e não irá prosperar por falta de provas. "É fake news, não entra nessa, não."
