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Jerônimo Rodrigues associa ACM Neto a ex-prefeito de Belford Roxo em segundo bloco de debate
Jerônimo Rodrigues associa ACM Neto a ex-prefeito de Belford Roxo em segundo bloco de debate
Por Política Livre
09/08/2026 às 21:12
Foto: Reprodução
O segundo bloco do debate da Band Bahia foi marcado por um novo embate entre os candidatos ao governo do Estado Jerônimo Rodrigues (PT) e ACM Neto (União). O governador partiu para o ataque ao citar o ex-prefeito de Belford Roxo (RJ) Márcio Canella (União), que recentemente foi preso após a Polícia Federal encontrar um fuzil em seu veículo durante uma operação que investiga um esquema de lavagem de dinheiro. Canella preside o União Brasil no Rio de Janeiro e, em maio deste ano, participou de um evento sobre segurança pública promovido pela Fundação Índigo, comandada pelo ex-gestor de Salvador.
Sem citar o nome de Canella, Jerônimo criticou a escolha de referências para discutir segurança pública e também questionou a elaboração do programa de governo do adversário. "Foi buscar uma consultoria em Belford Roxo. Procurem no Google o que aconteceu com ele. Além disso, disseram que boa parte do programa de governo foi elaborada com inteligência artificial. Eu passei noites construindo o nosso programa ouvindo os territórios, os prefeitos e a população. Eu governo com diálogo, não com bravatas", afirmou.
Em uma outra resposta ACM Neto rebateu as críticas e acusou o governador de espalhar informações falsas. "Ele falou duas mentiras. Primeiro, que eu contratei consultoria em Belford Roxo. Isso não aconteceu. Depois, repetiu essa história de que 60% do nosso programa foi feito por inteligência artificial. Basta ler o documento para ver que isso não procede. Nosso plano tem propostas concretas e projetos consistentes", frisou.
Na sequência, o candidato da oposição voltou a defender uma de suas principais propostas para a saúde, o PIX Saúde, mecanismo pelo qual o Estado arcaria com o atendimento de pacientes na rede privada quando não houvesse vaga disponível na rede pública.
"O governador não pode dizer que todo mundo é atendido. O PIX Saúde significa justamente isso: se o cidadão não conseguir uma vaga em um hospital público, o Estado ajudará a custear o atendimento na rede particular. Entre deixar uma pessoa esperando e salvar uma vida, eu fico com a segunda opção", declarou.
