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Wagner atribui repercussão sobre terreno ao clima eleitoral e diz que negociação foi concluída em 2025
Wagner atribui repercussão sobre terreno ao clima eleitoral e diz que negociação foi concluída em 2025
Por Carine Andrade, Política Livre
24/07/2026 às 13:40
Atualizado em 24/07/2026 às 15:18
Foto: Lula Marques/Agência Brasil/Arquivo
O candidato à reeleição ao Senado, Jaques Wagner (PT)
O candidato à reeleição ao Senado, Jaques Wagner (PT), voltou a comentar a repercussão envolvendo a venda de um terreno de sua propriedade após reportagens divulgadas pela imprensa sobre a negociação do imóvel. O caso ganhou destaque nas últimas semanas em meio ao debate político na Bahia e levou o parlamentar a afirmar que a transação foi concluída ainda em 2025, antes do início da atual corrida eleitoral.
Reportagem da Folha de São Paulo desta sexta-feira (24) aponta que o terreno valorizou 115 vezes, sendo vendido por R$15 milhões após a construção da Via Metropolitana, criada para ser um eixo de expansão da Grande Salvador e que foi contratada na gestão do ex-governador.
Em entrevista à Rádio Indaiá FM, nesta sexta, Wagner sustentou que toda a documentação referente à venda foi formalizada e criticou as versões de que estaria tentando negociar o terreno recentemente.
“Eu vendi esse terreno, recebi a entrada em maio de 2025, está tudo registrado e paguei imposto em 2025. É uma palhaçada dizer que eu tentei vender o terreno. Não tentei nada. O terreno já estava vendido, tem promessa de compra e venda e tem escritura”, disse.
O petista afirmou que a repercussão do caso está relacionada ao cenário eleitoral e reiterou que episódios semelhantes ocorreram em outras disputas das quais participou.
“Como o meu nome, infelizmente ou felizmente, é doce e essa base de apoio ao presidente Lula é muito forte, aparecem essas histórias em ano eleitoral”.
Ao rebater as críticas, Wagner citou acusações feitas durante eleições anteriores e disse que nenhuma delas resultou em condenação.
“Em 2018 inventaram também que tinha superfaturamento da Fonte Nova. Fizeram aquele estardalhaço e hoje estou com minha cabeça livre, leve e solta. Estou absolutamente tranquilo”, afirmou.
Durante a entrevista, o senador ainda comentou que parte da área negociada foi atingida por uma obra pública e ressaltou que não buscou qualquer compensação financeira pela desapropriação.
“Talvez tenha sido a única obra feita na Bahia em que não houve pagamento de desapropriação. A estrada passou pelo traçado escolhido pelos engenheiros, cortou um pedaço do terreno e eu não cobrei nenhuma desapropriação”. O senador também defendeu a transparência de sua trajetória política e afirmou que seu patrimônio sempre foi de conhecimento público durante o período em que governou a Bahia.
“Fui governador por oito anos. Todo mundo conhece a Bahia. Se eu tivesse uma fazenda ou patrimônio escondido, todo mundo saberia. Estou muito à vontade”, pontuou.
