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Presidente da Petrobras diz ser cedo para falar sobre redução no preço da gasolina
Presidente da Petrobras diz ser cedo para falar sobre redução no preço da gasolina
Magda Chambriard afirma avaliar cenário; estatal reduziu valor do diesel para compensar fim de subsídio
Por Nicola Pamplona/Folhapress
01/07/2026 às 20:30
Atualizado em 01/07/2026 às 20:07
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil/Folhapress
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta quarta-feira (1º) que ainda é prematuro falar sobre corte no preço da gasolina, apesar da queda das cotações internacionais do petróleo com a perspectiva de fim da guerra no Irã.
Na terça-feira (30), em operação casada com o governo, a estatal reduziu o preço do diesel nas refinarias. O corte foi de R$ 0,35 por litro, compensando o fim de subsídio do mesmo valor concedido em junho. No fim das contas, portanto, o preço final nas refinarias ficou o mesmo: R$ 3,30 por litro.
O Ministério da Fazenda já afirmou que pretende reduzir gradualmente os outros subsídios criados para conter os impactos do conflito no Oriente Médio. Justificou a medida dizendo que o petróleo já caiu bastante desde o pico do início da guerra.
Em entrevista nesta quarta, Magda disse que a Petrobras ainda avalia a questão da gasolina. "Nós olhamos isso o tempo todo e vamos acompanhar o que vai acontecer com os preços internacionais, com certeza. Mas a essa pergunta [sobre corte de preço] eu não vou responder porque ela é prematura".
A Petrobras resistiu a elevar o preço da gasolina após o início da guerra. O reajuste foi anunciado apenas no fim de maio, depois que o governo anunciou uma subvenção de R$ 0,44 por litro de combustível. Como nas outras operações casadas, o subsídio compensou a alta nas refinarias.
Nesta quarta, Magda reforçou que a política de preços da estatal tenta evitar o repasse de volatilidades internacionais para o mercado externo e lembrou que a gasolina foi o último combustível a sofrer impacto da guerra.
"Todos os nossos combustíveis acompanham a tendência dos preços internacionais sem internacionalizar a volatilidade, sem internacionalizar a ansiedade, né. Então no caso da gasolina é a mesma coisa", disse. "Ela custou para subir, né?"
Em entrevista à Reuters, porém, a executiva disse que já vê um novo patamar de preço do petróleo, em torno dos US$ 75 por barril (cerca de R$ 390), depois de semanas com operações em torno dos US$ 100 por barril.
Diante desse cenário, a Petrobras anunciou nesta quarta corte de 14,5% no preço do QAV (querosene de aviação) para entrega em julho. É o segundo corte consecutivo, mas o produto ainda acumula aumento de 40% em 2026, puxado por reajuste de 55% feito logo após o início da guerra.
Os contratos de QAV preveem reajustes mensais, o que deixa o preço mais suscetível a variações internacionais. O caso da gasolina é mais sensível porque o produto tem grande peso no IPCA, o índice oficial de inflação do governo.
Magda participou de cerimônia de lançamento da Seleção Petrobras Cultural 2026, que terá R$ 270 milhões para patrocinar projetos culturais. É o maior valor já aportado pela estatal em cultura. O programa usa recursos das leis Rouanet e do Audiovisual.
A empresa abrirá um processo com abrangência nacional para selecionar os projetos. São 11 modalidades de patrocínio, com estreia, este ano, das modalidades "Produção de Games" e "Incubação e Desenvolvimento Cultural".
A cerimônia foi realizada no MAM (Museu de Arte Moderna) do Rio de Janeiro, com a presença de artistas e produtores culturais.
