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Deputado aciona MP Eleitoral contra Jaques Wagner por suposto pedido de voto antecipado durante evento em Itabuna
Deputado aciona MP Eleitoral contra Jaques Wagner por suposto pedido de voto antecipado durante evento em Itabuna
Por Política Livre
17/07/2026 às 12:55
Foto: Divulgação
O deputado estadual Leandro de Jesus (PL) protocolou, nesta sexta-feira (17), uma notícia de fato na Procuradoria Regional Eleitoral da Bahia pedindo a apuração de uma suposta prática de propaganda eleitoral antecipada durante o evento Programa de Governo Participativo (PGP), realizado em Itabuna.
A representação tem como principal alvo o senador e pré-candidato ao Senado Jaques Wagner (PT), autor das declarações questionadas. O parlamentar também solicita que o Ministério Público Eleitoral apure eventual responsabilidade do ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), e do governador Jerônimo Rodrigues (PT), apontados como possíveis beneficiários dos pedidos de voto feitos durante o evento.
De acordo com a notícia de fato, Jaques Wagner teria ultrapassado os limites permitidos pela legislação eleitoral ao realizar pedidos explícitos de voto antes do início oficial da campanha. Segundo o documento, durante seu discurso o senador afirmou que "nós precisamos eleger Rui Costa, senador", declarou que também precisava de "um votinho" para sua própria candidatura e incentivou os presentes a escolherem "um candidato ou uma candidata a deputado estadual", além de fazer referência à candidatura à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues.
Para Leandro de Jesus, as declarações extrapolam os atos de pré-campanha autorizados pela Lei das Eleições. O deputado sustenta que a legislação permite a apresentação de pré-candidaturas, projetos e propostas, mas proíbe pedidos explícitos de voto antes do período oficial da propaganda eleitoral.
Na representação, o parlamentar requer a instauração de procedimento investigatório para apurar eventual violação aos artigos 36 e 36-A da Lei nº 9.504/1997, além da responsabilização dos envolvidos e da identificação de outros possíveis beneficiários mencionados durante o discurso.
Entre os pedidos formulados à Procuradoria Regional Eleitoral está também a adoção das medidas judiciais cabíveis para a remoção do vídeo publicado no YouTube e em outras plataformas digitais, caso a Justiça Eleitoral reconheça que o conteúdo configura propaganda eleitoral antecipada, evitando a continuidade da divulgação do material durante o período vedado pela legislação.
A notícia de fato será analisada pela Procuradoria Regional Eleitoral da Bahia, que decidirá sobre a instauração de eventual procedimento investigatório e sobre as providências legais cabíveis.
