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Tarcísio diz que condenação de Eduardo Bolsonaro foi injusta

Tarcísio diz que condenação de Eduardo Bolsonaro foi injusta

Primeira Turma do STF condenou ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto

Por Mariana Grasso/Folhapress

17/06/2026 às 17:45

Atualizado em 17/06/2026 às 17:23

Foto: Pablo Jacob/Governo de São Paulo/Arquio

Imagem de Tarcísio diz que condenação de Eduardo Bolsonaro foi injusta

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP)

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), chamou de injusta a condenação de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pelo crime de coação no curso do processo.

A decisão da condenação foi tomada nesta terça-feira (16) pela Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), que determinou ao ex-deputado pena de quatro anos e dois meses de prisão em regime inicialmente semiaberto.

Eduardo Bolsonaro foi acusado de articular junto a autoridades e aliados do governo dos Estados Unidos a adoção de sanções contra ministros do Supremo e medidas econômicas contra o Brasil como forma de pressionar a corte no caso da trama golpista.

Com a condenação, o ex-parlamentar se torna "ficha suja" e ficará impedido de disputar as eleições por até oito anos. Ele também deverá pagar multa equivalente a cerca de R$ 150 mil e perderá o cargo de escrivão da Polícia Federal, do qual está afastado.

Ao se manifestar sobre a decisão do STF, Tarcísio disse que concorda com os argumentos dos advogados do ex-deputado: "Eu faço meus os argumentos que a defesa apresentou, então acho que a condenação foi injusta e não prejudica em nada o transcurso da eleição do nosso grupo, a eleição do Flávio [Bolsonaro], a eleição dos nossos senadores aqui".

O pronunciamento ocorreu na manhã desta quarta-feira (17) durante a cerimônia de lançamento da Operação Integra SP, realizada no Sambódromo do Anhembi, na zona norte da capital.

No evento, focado na redução de roubos e furtos e na integração com guardas municipais, a gestão estadual entregou 251 viaturas e 4,2 mil novos armamentos para as Polícias Militar e Civil e para o Corpo de Bombeiros —um investimento total de R$ 74,5 milhões.

Tarcísio também respondeu às declarações de Fernando Haddad (PT), pré-candidato ao governo de São Paulo, que na segunda-feira (15), em painel da revista Veja, comentou que a Sabesp foi vendida "em uma mesa de amigos" e prometeu rever contratos como o da Linha 6-Laranja do metrô.

"Parece que ele [Fernando Haddad] está muito mal orientado. Se tem sigilo, tem que ter algum ato que levantou sigilo. Existe? Pede para ele apresentar", disse o governador ao ser questionado sobre as acusações de falta de transparência nos aditivos do metrô.

Tarcísio defendeu o modelo da desestatização da companhia de saneamento citando o reconhecimento do mercado financeiro internacional. "Não conhece nada da forma como foi feita a privatização, como ela foi escrutinada. Não foi por acaso que ela foi eleita o melhor follow-on do mundo nos Estados Unidos e no Reino Unido".

Em nota divulgada nesta terça, Eduardo, que mora nos EUA desde fevereiro de 2025, criticou o ministro do STF Alexandre de Moraes, e disse que não foi respeitado o devido processo legal. Ele afirmou que deveria ter sido notificado por carta rogatória, mesmo argumento usado pela DPU (Defensoria Pública da União) para tentar a anulação do caso.

Eduardo foi representado pela Defensoria porque não indicou advogados. A defesa sustentou que a ação deveria ser anulada por suposta falta de imparcialidade de Moraes.

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