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Sandro Régis critica governo Jerônimo por "entrega eleitoreira" da estação na Calçada: “Cortaram a fita, mas o VLT não anda"

Sandro Régis critica governo Jerônimo por "entrega eleitoreira" da estação na Calçada: “Cortaram a fita, mas o VLT não anda"

Por Redação

25/06/2026 às 15:46

Foto: Divulgação/Arquivo

Imagem de Sandro Régis critica governo Jerônimo por "entrega eleitoreira" da estação na Calçada: “Cortaram a fita, mas o VLT não anda"

O deputado estadual Sandro Régis (União Brasil), líder do União Brasil na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA)

O deputado estadual Sandro Régis (União Brasil), líder do União Brasil na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), criticou a inauguração da Estação Calçada do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Salvador e Região Metropolitana pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT). A primeira estação do modal foi entregue no último dia 17, mas permanece fechada, sem operação para a população - o que para Régis expõe o caráter eleitoreiro do governo estadual.

“Entregar uma estação fechada, sem trem circulando, sem passageiro sendo transportado e sem integração real para a população, é tratar o povo com desrespeito. O governo corre para fazer cerimônia, cortar fita e produzir propaganda, mas o serviço que o cidadão precisa continua sem funcionar”, afirmou o deputado.

A Estação Calçada integra o lote 1 do VLT, no trecho entre Calçada e Ilha de São João. Esse trecho está com 64% de execução. Já o trecho 2, entre Paripe e Águas Claras, ainda não chegou à metade das intervenções. O trecho 3, entre Águas Claras e Piatã, está em fase inicial, com menos de 3% de execução.

“O PT da Bahia tenta vender como realização aquilo que ainda não mudou a vida de ninguém. O Subúrbio precisa de transporte funcionando, não de uma estação fechada. A população não quer promessa, quer poder sair de casa, embarcar e chegar ao destino com dignidade”, disse Sandro Régis.

A crítica ocorre em meio ao histórico de dificuldades enfrentadas por moradores do Subúrbio Ferroviário desde a desativação dos antigos trens. Antes da interrupção do serviço, os usuários pagavam R$ 0,50 pela passagem. Com a expectativa de que a tarifa do VLT seja equiparada à do metrô, atualmente em R$ 4,10, o valor representaria um aumento de 720% em relação ao preço cobrado no antigo sistema ferroviário.

“Agora, depois de anos de espera, o governo entrega uma estação sem operação e ainda há a perspectiva de uma tarifa muito mais cara. Isso é uma agressão à população que mais precisa de transporte público acessível”, criticou, ao citar que a desativação dos trens também afetou a dinâmica econômica da região, já que  comerciantes e pescadores relatam queda expressiva nas vendas após a retirada do antigo serviço. 

“Essa inauguração resume bem o método do governo Jerônimo: muita propaganda, muita promessa e pouca entrega concreta. O povo do Subúrbio já esperou demais. Não dá para transformar sofrimento, atraso e prejuízo em palanque eleitoral”, completou o líder do União Brasil na AL-BA.

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