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Júlio Braga entra na disputa pela presidência do Sindimed em meio a intervenção judicial e acusações de fraude na inscrição de adversários

Júlio Braga entra na disputa pela presidência do Sindimed em meio a intervenção judicial e acusações de fraude na inscrição de adversários

Por Política Livre

18/06/2026 às 17:53

Atualizado em 18/06/2026 às 17:59

Foto: Divulgação/Arquivo

Imagem de Júlio Braga entra na disputa pela presidência do Sindimed em meio a intervenção judicial e acusações de fraude na inscrição de adversários

O cardiologista Júlio Braga, ex-conselheiro do Conselho Federal de Medicina

O Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia (Sindimed-BA) chega às eleições marcadas para os dias 29 e 30 de junho em meio a um intrincado impasse jurídico e político. A crise teve origem na reprovação das contas da diretoria vigente em assembleia, que desencadeou uma intervenção judicial e resultou na inelegibilidade dos dirigentes da gestão atual. O episódio abriu caminho para a formação de novas chapas e reacendeu uma disputa que, segundo relatos, tem raízes em décadas de polarização interna na entidade.

É nesse cenário que o cardiologista Júlio Braga, ex-conselheiro do Conselho Federal de Medicina e representante da Sociedade Brasileira de Cardiologia, encabeça a Chapa 2, tendo o médico Marcelo Galvão como vice-presidente. Braga afirmou ter assumido a candidatura aos 45 do segundo tempo, chamado por colegas que temiam ver o pleito decidido por W.O. Para ele, a reprovação das contas que levou ao afastamento dos dirigentes não teve base legal.

Ele enfrenta a Chapa 1, encabeçada por Tiago Almeida, filho do deputado federal Daniel Almeida (PCdoB). De acordo com Júlio Braga, dois médicos integrantes da chapa concorrente foram filiados ao sindicato após o prazo legal, ferindo o artigo 46 do estatuto do Sindimed, segundo o qual só pode concorrer o sócio filiado há pelo menos seis meses ininterruptos antes do término do mandato da última diretoria eleita, cujo fim ocorreu em 30 de abril de 2026, o que exigiria filiação anterior a 30 de outubro de 2025. 

Ele afirma que a comissão interventora, instada a se manifestar, recusou-se a impugnar as candidaturas, reinterpretando o dispositivo de forma favorável à chapa 1. 

Como plataforma, Júlio Braga aposta em pautas de valorização profissional, combate à terceirização predatória, ampliação de concursos públicos, criação de vínculos mais estáveis no sistema de saúde e inclusão dos médicos que atuam como pessoa jurídica na representação sindical.

Comentários
Importante: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião do Política Livre

1 Comentário

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Marcia Conrado

18/06/2026

17:51

Comentário bizarro. Timóteo filho do Daniel. Que isto importa. O sindicato é dos médicos. Dia que trabalham
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