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Assembleia nesta quarta decidirá rumo da greve dos trabalhadores das obras de infraestrutura da Bahia
Assembleia nesta quarta decidirá rumo da greve dos trabalhadores das obras de infraestrutura da Bahia
Por Redação
02/06/2026 às 21:15
Foto: Dvulgação
Assembleia do do Sintepav-Ba acontece nesta quarta-feira (3)
Com nova assembleia marcada para esta quarta-feira (3), a greve dos trabalhadores da construção pesada da Bahia segue por tempo indeterminado, paralisando grandes obras de infraestrutura em todo o Estado. A decisão foi tomada na segunda-feira (1º) de forma unânime, após impasse nas negociações da Campanha Salarial 2026.
O movimento atinge empreendimentos estratégicos como o VLT de Salvador, a duplicação da BA-001 em Ilhéus, a ponte sobre o Rio Jequitinhonha, em Itapebi, a duplicação da BR-116 e parques de energias renováveis.
“A categoria demonstrou durante todo o processo disposição para o diálogo e para a construção de um acordo equilibrado. No entanto, o que encontramos foi uma proposta insuficiente e a tentativa de retirar direitos conquistados ao longo de décadas de luta. Os trabalhadores não aceitarão retrocessos. A greve é uma resposta legítima à falta de respeito e valorização da nossa categoria”, afirmou Irailson Gazo, presidente do Sintepav-Ba (Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada e Montagem Industrial do Estado da Bahia).
Os trabalhadores reivindicam reajuste de 7%, cesta básica de R$ 650 e manutenção integral de todas as cláusulas sociais da Convenção Coletiva de Trabalho. De acordo com o Sintepav-Ba, o sindicato patronal ofereceu apenas reposição da inflação (3,36%) parcelada em duas vezes e congelamento da cesta e do vale-alimentação, além da retirada de direitos como aviso prévio indenizado, contrato de experiência de 30 dias e acompanhamento sindical nas eleições da CIPA.
Dados da Secretaria da Fazenda da Bahia indicam que o Estado é líder nacional em investimentos em infraestrutura, com R$ 4,12 bilhões aplicados entre janeiro e agosto de 2025, superando São Paulo. O Sintepav reitera que enquanto não houver avanços nas negociações, a mobilização continuará em todo o Estado.
