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Ala do TSE busca 'meio termo' para decisão de Nunes Marques que censurou pesquisa eleitoral
Ala do TSE busca 'meio termo' para decisão de Nunes Marques que censurou pesquisa eleitoral
Ministros não querem deixar presidente da corte isolado, mas afirmam que liminar não era necessária
Por Gabriela Echenique/Folhapress
09/06/2026 às 17:30
Foto: Antonio Augusto/STF/Arquivo
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques
Uma ala de ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) defende que se encontre um "meio termo" para a decisão do presidente da corte, Kassio Nunes Marques, que censurou a divulgação da pesquisa Atlas Intel após pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Apesar de admitirem que é preciso impor certos limites às pesquisas eleitorais, a avaliação de integrantes da corte eleitoral é que a liminar "não pegou bem" e que é preciso corrigir a rota a tempo.
O temor é que o assunto vá parar no STF (Supremo Tribunal Federal). Para evitar uma intromissão de outro tribunal e um desgaste na relação com Nunes Marques, os ministros trabalham para garantir uma decisão mais equilibrada.
O sentimento é que se a liminar for mantida, abre-se um precedente perigoso para derrubar outras pesquisas. Se a decisão cair, o presidente da corte fica isolado em ano eleitoral.
Em qualquer uma das hipóteses, uma fonte diz sob reserva que será um verdadeiro "terremoto".
Uma alternativa em estudo é um pedido de vista, o que adiaria uma definição sobre o tema. O mérito da ação, no entanto, ainda será julgado em outra sessão.
Neste caso, o TSE vai se debruçar sobre a atuação da corte sobre pesquisas eleitorais.
