Home
/
Noticias
/
Exclusivas
/
Lula reage a avanço da IA na política, exalta legado do PT e defende comparação entre governos
Lula reage a avanço da IA na política, exalta legado do PT e defende comparação entre governos
Por Carine Andrade, Política Livre
14/05/2026 às 14:45
Foto: Eduardo Costa/Divulgação
O presidente lula com o ex-ministro Rui Costa em agenda em Camaçari
Durante a entrega de unidades do programa Minha Casa Minha Vida em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, nesta quinta-feira (14), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um discurso marcado por críticas à desinformação, defesa do legado das gestões petistas e recados indiretos ao atual cenário político nacional, num momento em que cresce o debate sobre uso de tecnologia, inteligência artificial e influência econômica nas eleições.
A agenda em Camaçari ocorre num momento em que o Palácio do Planalto tenta consolidar a recuperação da popularidade do governo federal e fortalecer o discurso de comparação entre administrações petistas e governos adversários, antecipando a disputa política nacional de 2026.
Sem citar diretamente adversários, Lula afirmou que a política não pode ser substituída por ferramentas artificiais ou campanhas fabricadas digitalmente.
“A gente pode fazer o Lula artificial, fazer comício em 27 estados no mesmo dia e no mesmo horário. Mas tem uma coisa que a inteligência artificial não faz: olhar nos olhos do povo e sentir o sofrimento das pessoas”, declarou, sob aplausos.
A fala ocorre em meio à repercussão nacional envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato ao Palácio do Planalto, após reportagens exporem sua relação política e proximidade com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O caso reacendeu o debate sobre influência do sistema financeiro, poder econômico e uso das redes digitais no processo eleitoral brasileiro.
No discurso, Lula também voltou a citar o período em que esteve preso após condenações posteriormente anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), relacionando o episódio a uma tentativa de afastá-lo da disputa presidencial de 2018.
“Vocês viram o que fizeram comigo para que eu não fosse candidato em 2018. Fiquei 580 dias preso. Eles acharam que eu tinha acabado politicamente. Eles não conheciam o povo da Bahia”, afirmou.
Em tom de defesa histórica das administrações petistas, o presidente lançou um desafio para que pesquisadores, intelectuais, jornalistas e educadores comparem os investimentos realizados pelos governos do PT com os das demais gestões da República, desde a Proclamação.
“Está na hora de fazer uma comparação sobre o que significou o PT governar este país. Compare desde Marechal Deodoro da Fonseca até hoje para saber quem mais investiu em habitação, educação, saúde e tecnologia”, disse.
Lula destacou números ligados à expansão universitária, construção de moradias populares e regularização fundiária de territórios quilombolas como exemplos do legado petista.
“Em três anos e meio, nós legalizamos 40% de todos os territórios quilombolas da história deste país”, afirmou.
Ao defender o histórico de programas sociais e obras estruturantes dos governos petistas, Lula também buscou reforçar a narrativa de que o PT ampliou políticas públicas voltadas às camadas mais pobres da população, especialmente no Nordeste, região considerada estratégica eleitoralmente para o partido.
