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Itamaraty pede a embaixador solução para rombo bilionário deixado por siderúrgica coreana
Itamaraty pede a embaixador solução para rombo bilionário deixado por siderúrgica coreana
Ministro Mauro Vieira quer saída para calote dado durante construção de siderúrgica no Ceará
Por Gabriela Echenique/Folhapress
22/05/2026 às 21:00
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo
O ministro de relações exteriores, Mauro Vieira
O ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, pediu que o embaixador do Brasil na Coreia do Sul, Fernando Meirelles Pimentel, encontre saídas para resolver um rombo bilionário deixado aos cofres públicos pela Posco, siderúrgica coreana.
A ordem do ministro é dada no momento em que a Justiça brasileira determinou que a empresa pague uma dívida de R$ 1 bilhão deixada após a construção da Companhia Siderúrgica do Pecém, no Ceará.
A empresa atuou na obra junto à Vale, mas, após a construção, a subsidiária brasileira, que tinha sido aberta em 2021 para executar as obras, pediu falência. A dívida bilionária ficou e agora, fornecedores e outros credores poderão cobrar a gigante coreana.
A preocupação do Itamaraty reside também no fato de que entre os credores está a União. Só a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional tem direito a receber mais de R$ 40 milhões. A determinação do ministro é buscar uma solução pelo diálogo e tentar evitar mais judicialização do tema.
Os credores também formaram uma associação que conta com o apoio do ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo. Ele tem trabalhado jurídica e também institucionalmente em favor das pessoas que precisam receber os valores.
A associação pediu mais empenho do governo brasileiro para encerrar o caso. A entidade também quer evitar desgastes diplomáticos e novas batalhas judiciais.
A reportagem tentou ouvir a Posco, por meio de suas subsidiárias no Brasil, mas não teve resposta.
