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Ireuda Silva critica desigualdade salarial na Bahia: “Racismo e machismo seguem excluindo”
Ireuda Silva critica desigualdade salarial na Bahia: “Racismo e machismo seguem excluindo”
Por Redação
11/05/2026 às 10:01
Foto: Divulgação
Ireuda Silva
A vereadora Ireuda Silva (Republicanos) comentou com preocupação os dados do Relatório de Transparência Salarial do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgados no primeiro semestre de 2026, que apontam uma diferença salarial de mais de R$ 3 mil entre trabalhadores brancos e negros na Bahia. Segundo o levantamento, enquanto pessoas brancas recebem, em média, R$ 9.109,45, trabalhadores negros têm remuneração média de R$ 5.934,43. Para a parlamentar, os números evidenciam a permanência do racismo estrutural e da desigualdade histórica no mercado de trabalho baiano.
Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e vice da Comissão de Reparação, Ireuda destacou que a situação é ainda mais grave quando se trata das mulheres negras, grupo mais desvalorizado no mercado de trabalho do estado. Conforme os dados, mulheres negras recebem, em média, R$ 2.645,93, valor muito inferior ao salário dos homens não negros, grupo mais bem remunerado. “As mulheres negras continuam sendo a base da força de trabalho e, ao mesmo tempo, as mais invisibilizadas e desvalorizadas economicamente. Isso é reflexo direto do racismo e do machismo estruturais que ainda organizam nossa sociedade”, afirmou.
A vereadora ressaltou que, apesar dos avanços legais no combate à discriminação racial e salarial, a realidade mostra que ainda há um longo caminho a ser percorrido. “Temos leis importantes, como o Estatuto da Igualdade Racial, mas é preciso garantir fiscalização, políticas públicas efetivas, acesso à educação de qualidade, qualificação profissional e oportunidades reais de ascensão para a população negra”, pontuou.
“Não podemos naturalizar que justamente na Bahia, estado de maioria negra, nossa população continue sendo sub-representada nos cargos de liderança e nos espaços de poder econômico. Combater essa desigualdade é uma questão de justiça social e de desenvolvimento para toda a sociedade”, concluiu.
