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Flávio negociou com Daniel Vorcaro R$ 134 milhões para bancar filme sobre Jair Bolsonaro, diz site

Flávio negociou com Daniel Vorcaro R$ 134 milhões para bancar filme sobre Jair Bolsonaro, diz site

Pré-candidato à Presidência ainda não respondeu aos questionamentos e falou ao Intercept em 'mentira'

Por Lucas Marchesini/Thaísa Oliveira/Folhapress

13/05/2026 às 15:10

Atualizado em 13/05/2026 às 17:40

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado/Arquivo

Imagem de Flávio negociou com Daniel Vorcaro R$ 134 milhões para bancar filme sobre Jair Bolsonaro, diz site

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidente da República

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, pagou R$ 61 milhões para financiar o filme "Dark Horse", sobre Jair Bolsonaro (PL), de acordo com informações do site The Intercept Brasil.

A publicação mostra ainda que o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência da República, pediu mais dinheiro em áudio enviado para Vorcaro.

Flávio foi procurado via assessoria e por meio de seu telefone para se manifestar, mas ainda não respondeu às solicitações da reportagem.

"Eu fico sem graça de ficar te cobrando, está em um momento muito decisivo aqui do filme. E tem muita parcela para trás, e está todo mundo tenso e eu fico preocupado aqui com o efeito contrário do que a gente sonhou pro filme, né?", teria dito o senador em mensagem enviada em 8 de setembro do ano passado.

"Imagina a gente dando calote no Jim Caviezel, num Cyrus, os caras, pô, renomadíssimos do cinema americano, mundial. Pô, ia ser muito ruim", teria acrescentado. Jim Cazaviel vive Jair Bolsonaro no filme. Cyrus Nowrasteh é o diretor da película.

Ao Intercept Flávio também não comentou o caso. Nesta quarta (13), ao ser abordado pela equipe do site ao deixar o STF (Supremo Tribunal Federal), Flávio foi questionado sobre o financiamento e respondeu: "De onde você tirou essa informação? É mentira", segundo relato do Intercept. Depois, o senador riu e deixou o local.

As mensagens foram enviadas cinco dias depois de o Banco Central vetar a compra do Master pelo BRB (Banco Regional de Brasília). A liquidação só viria em novembro, junto com a primeira prisão de Vorcaro, ocorrida em 17 de novembro.

No dia 16 de novembro, segundo o Intercept, Flávio teria enviado outra mensagem para Vorcaro dizendo: "Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!".

Nos meses entre o veto à venda ao BRB e a liquidação pelo BC, Vorcaro tentava viabilizar uma forma de vender o Banco Master.

A publicação afirma que o valor total negociado entre Vorcaro e a família Bolsonaro era de R$ 134 milhões, mas não há evidências de que todo o dinheiro teria sido repassado.

Um pedaço do montante teria sido transferido de uma empresa chamada Entre Investimentos e Participações para o fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas, nos Estados Unidos. Esse fundo seria controlado por aliados de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que vive no país.

A Entre pertence ao empresário Antonio Carlos Freixo Junior, que é próximo de Vorcaro e foi alvo da PF em janeiro deste ano. Depois disso, em 27 de março, o Banco Central decretou a liquidação da Entrepay, empresa do grupo.

Dados obtidos pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) mostram que o Master repassou R$ 2,3 milhões para a Entre em 2025. Ao todo, foram R$ 7,7 milhões entre 2023 e o ano passado, com a maior quantia paga em 2024 (R$4,2 milhões).

A Entrepay foi sócia de Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro no Banco Master, até o fim de 2025 em uma outra empresa, chamada Consiglog, que atua no segmento de crédito consignado para servidores do governo baiano. Lima participa do quadro de sócios da Consiglog via uma outra companhia, a Kontrollpunkt.

A Kontrolpunkt pertence ao fundo Quality Golden Service, que está na teia de fundos fraudulentos do Banco Master.

O Quality Golden Service tem ações de outras empresas ligadas a Augusto Lima, como a Moussaief Red, que opera o cartão do Programa Credcesta. O programa surgiu a partir da privatização da Ebal, a estatal responsável pela rede de supermercados Cesta do Povo, que operava com um cartão de compras, e é o embrião da operação de consignados por trás do crescimento do Master.

Questionado sobre a ligação, o Grupo Entre disse no início de fevereiro deste ano que "não possui qualquer vínculo societário com Daniel Vorcaro ou Banco Master".

Comentários
Importante: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião do Política Livre

1 Comentário

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Paulo

13/05/2026

12:56

Milagre que vocês noticiaram esse absurdo do Rachadinha com o Master. Parabéns!!
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