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Castro comunica ao PL desistência de pré-candidatura ao Senado após ser alvo de operações da PF

Castro comunica ao PL desistência de pré-candidatura ao Senado após ser alvo de operações da PF

Por Italo Nogueira, Folhapress

28/05/2026 às 15:09

Foto: Tânia Rego/Agência Brasil/Arquivo

Imagem de Castro comunica ao PL desistência de pré-candidatura ao Senado após ser alvo de operações da PF

Ex-governador do Rio foi alvo de duas operações da PF em um intervalo de 11 dias

O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) comunicou ao presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, nesta quinta-feira (28) sua desistência de concorrer a uma cadeira no Senado.

A retirada da pré-candidatura ocorre após ele ser alvo de duas operações da Polícia Federal num intervalo de 11 dias. Ele deve divulgar um comunicado em suas redes sociais sobre a decisão.

O fim da pré-candidatura atende aos desejos de aliados do PL. O temor era que as suspeitas contra Castro contaminassem a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) e de seu palanque no estado, o deputado Douglas Ruas (PL), presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).

As mensagens de Castro agradecendo a Daniel Vorcaro, do Banco Master, por jantares em restaurantes de luxo tornaram inviável qualquer reabilitação do ex-governador. Aliados avaliam que os diálogos poderiam ser associados aos áudios já divulgados de Flávio para o ex-banqueiro, agravando o desgaste sobre pré-candidatura do senador à Presidência.

Castro foi alvo de operação nesta terça que apura as transferências de R$ 3,7 bilhões do Rioprevidência, fundo de pensão dos servidores do Rio de Janeiro, para o Master e fundos ligados à instituição.

A ação ocorreu 11 dias depois de outra operação contra o ex-governador, para apurar na ocasião sua atuação em favor do grupo Refit, ligado ao empresário Ricardo Magro, apontado como um sonegador contumaz.

Os diálogos sobre jantares com whisky, charutos e até carne folheada a ouro tornaram o cenário distinto do da semana passada, quando uma ala do PL defendia calma e evitava abandonar abruptamente o ex-governador após a operação sobre as relações com Ricardo Magro.

Esse grupo apostava na proximidade de Castro com prefeitos do Rio de Janeiro e a alta na popularidade de Castro após a Operação Contenção, em que 117 pessoas foram mortas pela polícia no Complexo do Alemão em supostos confrontos —cinco policiais também morreram.

O ex-governador tinha também empecilhos jurídicos para se candidatar, após o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) condená-lo à inelegibilidade pelo uso de funcionários contratados em campanhas eleitorais.

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